Confiança das famílias e empresários aumenta em maio após três meses em queda

Indicador de confiança das famílias aumentou em maio, depois de ter atingido o valor mais baixo desde novembro de 2023. Consumidores estão mais otimistas em relação à evolução da sua situação financeira e da situação económica do país. Clima económico também melhorou.
Confiança dos consumidores aumentou em maio, após ter diminuído nos três meses anteriores.
Rafael Marchante
Joana Almeida 09:50

confiança dos consumidores aumentou em maio, pondo fim a um ciclo de três meses consecutivos em queda devido às tempestades e à guerra no Irão. A conclusão é dos  do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados esta quinta-feira, que revelam que, entre os empresários e gestores nacionais, há também um maior otimismo em relação aos próximos meses.

Os , realizados entre os dias 1 e 15 de maio junto de 1.250 consumidores e 4.696 empresas, mostram que o indicador de confiança dos consumidores aumentou em maio, após ter . Esse maior otimismo é explicado por uma perspetiva mais positiva sobre a evolução futura da situação financeira do agregado familiar e da situação económica do país, que foi e .

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Verificou-se ainda que a opinião dos consumidores sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar também melhorou, contribuindo, em menor grau, para a evolução mais positiva do indicador de conjuntura.

Em sentido contrário, as expectativas das famílias em realizar compras importantes pioraram, tendo dado um forte contributo negativo para o indicador agregado.

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No que toca às empresas, o indicador de clima económico – que sintetiza os saldos de respostas extremas das questões relativas aos inquéritos às empresas (indústria transformadora, construção, comércio e serviços – aumentou em abril e maio, após ter diminuído no mês anterior. Os indicadores de confiança aumentaram nos setores dos serviços, construção e na indústria transformadora. Em sentido inverso, diminuíram no comércio.

No caso do comércio, o indicador de confiança diminuiu em maio, após ter aumentado no mês anterior, "refletindo os contributos negativos das opiniões sobre o volume de vendas e das perspetivas sobre a atividade nos próximos três meses".

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Nos serviços, o indicador de confiança aumentou, por via de uma melhoria nas perspetivas relativas à evolução da procura e das apreciações sobre a atividade da empresa. Na indústria, o otimismo melhorou, "mas de forma ligeira", devido a perspetivas mais positivas sobre a produção e o "stock" de produtos acabados. Na construção, este foi o segundo mês seguido de aumentos, graças ao contributo positivo em relação às expectativas sobre a carteira de encomendas. Neste setor, o indicador de confiança está a registar "o valor mais elevado desde junho de 2025". 

, as expectativas dos empresários sobre a evolução futura dos preços de venda aumentou na indústria transformadora. Porém, diminuiu nos restantes setores: serviços, construção e comércio. 

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A apreciação das famílias em relação à evolução passada dos preços diminuiu "ligeiramente" em maio, depois de ter registado em abril "o maior aumento desde maio de 2008". Já o saldo das expectativas sobre a evolução futura dos preços diminuiu em abril e maio, "depois dos aumentos observados nos três meses anteriores e de ter registado em março o valor mais elevado desde março de 2022".

Notícia atualizada às 10:11h

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