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Otimismo das famílias diminui após "comboio de tempestades". Confiança das empresas sobe

Caos provocado pelo mau tempo em fevereiro reduziu a confiança das famílias. Esperam realizar menos compras importantes nos próximos meses e estão menos otimistas em relação à situação económica do país. Nas empresas, a confiança aumentou, mas apenas de forma ténue.

Confiança das famílias recuou num mês marcado pelo 'comboio de tempestades' que abalou Portugal.
Confiança das famílias recuou num mês marcado pelo "comboio de tempestades" que abalou Portugal. Paulo Duarte
10:01

confiança dos consumidores diminuiu em fevereiro, mês que ficou marcado por um "comboio de tempestades" e . A conclusão é dos  do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados esta quinta-feira, que revelam que, em contraciclo, o otimismo em relação aos próximos meses melhorou entre os empresários.

Os , realizados entre os dias 1 e 20 de fevereiro junto de 1.127 consumidores e 4.468 empresas, mostram que o indicador de confiança dos consumidores diminuiu em fevereiro, após ter aumentado nos dois meses anteriores. Essa diminuição é explicada pela , e que levou a contributos negativos de todas componentes analisadas para calcular o saldo das respostas das famílias.

Os consumidores revelam estar menos otimistas em relação à realização de compras importantes nos próximos meses, bem como em relação à situação económica do país. Com uma queda inferior, mostram ainda uma opinião menos favorável em relação à evolução passada e expectativas sobre a evolução futura da situação financeira do agregado familiar.

As opiniões sobre a evolução passada dos preços também aumentaram em fevereiro, à semelhança do que tinha acontecido em janeiro, "após ter diminuído nos dois meses anteriores". Além disso, as expectativas sobre a evolução futura dos preços aumentaram também  "consideravelmente" entre dezembro e fevereiro, "depois das diminuições registadas nos três meses precedentes".

Por outro lado, o indicador de clima económico – que sintetiza os saldos de respostas extremas das questões relativas aos inquéritos às empresas (indústria transformadora, construção, comércio e serviços – aumentou "tenuemente" em fevereiro, após ter diminuído no mês anterior. Os indicadores de confiança aumentaram nos setores dos serviços e na indústria transformadora. Em sentido inverso, diminuíram no comércio e na construção.

O aumento da confiança nos serviços é explicado por uma perspetiva mais positiva em relação à evolução da procura e da carteira de encomendas. Na indústria transformadora, o maior otimismo reflete o "expressivo contributo positivo das perspetivas de produção". Em sentido contrário, o pessimismo no comércio reflete os contributos negativos das opiniões sobre o volume de vendas e das perspetivas sobre a atividade nos próximos três meses. Por sua vez, na construção, o indicador de confiança diminuiu devido ao contributo negativo das perspetivas de emprego.

No que toca à evolução futura dos preços, verificou-se um aumento das intenções de subir os preços nos serviços nos próximos meses. Nos restantes setores, a intenção de aumentar os preços diminuiu.

O INE nota que a recolha das respostas das empresas a estes inquéritos "foi condicionada por constrangimentos operacionais resultantes das tempestades que afetaram diversas regiões do país". "Estes constrangimentos impactaram a capacidade de contacto e resposta por parte das empresas, observando-se um aumento das taxas de não resposta das empresas no total do país e, sobretudo, nas regiões afetadas", refere. Face a essa limitação, o INE sublinha que "os indicadores deste mês devem ser interpretados com maior cautela".

(notícia atualizada às 10h09)

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