Dívida pública volta a subir e atinge novo recorde de 274,1 mil milhões
A dívida pública atingiu em fevereiro um novo recorde, de 274,1 mil milhões de euros. Descontando os depósitos da administração central, o endividamento público também aumentou. Os dados foram publicados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal.
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Com a pandemia de covid-19 a ditar níveis de despesa superiores, as administrações públicas portuguesas continuam a endividar-se nos mercados.
"Em fevereiro de 2021, a dívida pública situou-se em 274,1 mil milhões de euros, mais 4,2 mil milhões de euros face ao mês anterior", reporta o banco central, referindo-se à ótica de Maastricht, a que é relevante para as metas definidas pelo Governo e no âmbito das regras comunitárias. "Esta subida refletiu essencialmente emissões de títulos de dívida, no valor de 4,2 mil milhões de euros", explica.Olhando para a evolução do endividamento líquido dos depósitos, também se verificou uma subida, para 248,8 mil milhões de euros, já que os depósitos subiram menos do que o endividamento. Dos 4,2 mil milhões de euros levantados nos mercados, apenas dois mil milhões serviram para reforçar a almofada de liquidez do Tesouro nacional.
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Apesar do aumento do endividamento, os custos que o país tem vindo a suportar com juros têm descido, gerando poupanças face ao passado. Este é o reflexo das medidas de política monetária altamente expansionistas levadas a cabo pelo Banco Central Europeu, que tem garantido uma procura permanente pelos títulos de dívida dos Estados em mercado secundário.
Christine Lagarde já disse que a política vai continuar acomodatícia por quanto tempo quanto seja necessário, para assegurar condições de financiamento estáveis e fáceis, de forma a permitir que os Estados respondam à pandemia de covid-19. Ainda assim, Portugal destaca-se por ser o terceiro país da União Europeia com um nível de dívida mais elevado.
(Notícia atualizada às 11:35)
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