Inflação acelera para 2,1% em fevereiro. Preços dos alimentos voltam a aquecer
A taxa de inflação terá acelerado, em termos homólogos, para 2,1% em fevereiro, segundo a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgada esta sexta-feira. A nova aceleração nos preços de venda ao consumidor acontece à boleia dos bens alimentares, que voltaram a aquecer no segundo mês de 2026, invertendo o alívio observado no arranque do ano.
"Tendo por base a informação já apurada, a taxa de variação homóloga do índice de preços no consumidor (IPC) terá aumentado para 2,1% em fevereiro de 2026, taxa superior em 0,2 pontos percentuais à observada no mês anterior", lê-se no boletim estatístico do INE.
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A inflação subjacente, que exclui alimentos não transformados e energéticos, terá acelerado de 1,8% para 1,9% em fevereiro. Esse indicador, que é o preferido do pelo Banco Central Europeu (BCE) no desenho da política monetária, mostra que a subida de preços nos bens mais voláteis "contagiou" o cabaz de preços mais estável, onde se incluem a educação e saúde. Esse aumento foi, no entanto, mais moderado do que o registado no índice global.
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Entre os produtos com preços mais voláteis, destacou-se a aceleração nos alimentos. O índice de preços relativo aos alimentos não transformados (frescos) terá passado de 5,8% para 6,6% em fevereiro. Essa nova aceleração nos preços vem pôr fim ao alívio observado no arranque do ano. Além disso, a aproximação do IPC dos alimentos dos 7%, traz à memória a forte aceleração observada no ano passado, cujo "pico" foi atingido precisamente nos 7% em agosto de 2025.
No caso da energia, o índice de preços terá estabilizado nos -2,2%. O facto de o índice de preços relativo à energia continuar em valores negativos significa que os bens energéticos estão mais baratos do que estavam em igual período do ano anterior.
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Em comparação com o mês anterior, a variação do IPC terá sido 0,1%, enquanto em janeiro tinha sido de -0,7%. Há um ano, a variação mensal da inflação tinha sido ligeiramente negativa (-0,1%). O INE estima que a variação média nos últimos doze meses tenha sido de 2,3%, um "valor idêntico" ao mês anterior.
Já o índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC), que permite comparar a variação de preços em Portugal com a dos restantes Estados-membros da União Europeia (UE), terá acelerado, em termos homólogos, de 1,9% para 2,1% em fevereiro.
Os dados definitivos referentes ao IPC de janeiro vão ser conhecidos no próximo dia 11 de março.
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(notícia atualizada às 11:29)
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