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Famílias e empresas dos serviços fecharam 2025 mais otimistas

Consumidores e empresas dos serviços mostram-se mais otimistas em dezembro do que em novembro, mostram dados do INE.

Consumidores e serviços foram os setores que se mostraram mais confiantes em dezembro.
Consumidores e serviços foram os setores que se mostraram mais confiantes em dezembro. Pedro Catarino
11:39

As famílias e as empresas fecharam o ano passado mais otimistas, com os inquéritos de confiança de dezembro do INE a mostrarem ligeiras melhorias face ao mês anterior. No caso dos consumidores, a expectativa de uma evolução mais positiva da economia do país deu gás aos indicadores; no caso das empresas, só as dos serviços se revelaram mais confiantes.

Segundo , 2 de janeiro, o indicador que mede a confiança dos consumidores aumentou ligeiramente em dezembro, mantendo uma tendência que, na variação alisada (ou seja, na média móvel a três meses), se verificava desde setembro. Os valores mantêm-se no vermelho, mas estão agora no ponto menos negativo dos últimos 13 meses (novembro de 2024).

O INE explica esta evolução com o facto de as famílias terem melhorado as suas perspetivas sobre a evolução futura da situação económica do país. E diz que estão agora também mais confiantes de que serão capazes de fazer compras importantes em 2026, esperando uma melhoria nos preços nos próximos 12 meses.

No caso das empresas, o indicador de clima económico mostra também uma ligeira melhoria em dezembro. No entanto, ela acontece apenas no setor dos serviços (com um impacto expressivo na economia), já que comércio, construção e indústria se mostraram menos otimistas do que em novembro. 

A confiança nos serviços aumentou, com a expectativa de mais procura e de melhores apreciações sobre a atividade da empresa. No comércio, a redução na confiança reflete piores opiniões sobre o volume de vendas e das apreciações sobre as existências. Na indústria transformadora a confiança diminuiu, refletindo os contributos negativos das opiniões sobre a evolução da procura global e das perspetivas de produção, explica o INE. Na construção, a confiança diminuiu à boleia de piores perspetivas de emprego e apreciações sobre a carteira de encomendas.

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