pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

Maioria dos portugueses espera estabilidade política em 2026, mas teme crise internacional

Já a nível económico, estudo aponta que 42% dos portugueses acreditam o novo ano será de continuidade, enquanto 36% consideram que será pior.

Maioria dos portugueses acredita na estabilidade política em 2026, mas teme crise internacional
Maioria dos portugueses acredita na estabilidade política em 2026, mas teme crise internacional António Pedro Santos / Lusa - EPA
19:33

Quase metade dos portugueses antecipa que 2026 será um ano de continuidade a nível nacional, mas teme o agravamento da situação internacional, segundo um estudo de opinião divulgado esta quinta-feira pelo Instituto para as Políticas Públicas Sociais (IPPS) do ISCTE.

As conclusões são de um estudo de opinião sobre as expectativas dos portugueses para o próximo ano a nível familiar, nacional e internacional, coordenado por Pedro Adão e Silva e Isabel Flores, do IPPS-ISCTE, realizado no âmbito do relatório "Panorama 2026". A sondagem contou com as respostas de 807 inquiridos e foi realizada pela GfK Metris.

Questionados sobre a estabilidade política no país, 46% dos inquiridos acreditam que o novo ano será igual, 31% acham que a situação vai piorar, apenas 14% encaram 2026 com otimismo e esperam melhorias, enquanto 9% responderam não saber.

Sobre a economia nacional, o cenário é semelhante: o estudo aponta que 42% dos portugueses acreditam que 2026 será um ano de continuidade, 36% consideram que será pior e 14% acham que será melhor.

No entanto, a nível económico, o pessimismo desce quando os portugueses são inquiridos sobre a situação familiar: 56% acham que 2026 será um ano igual, 16% antecipam melhorias e 25% anteveem que a sua vida financeira venha a agravar-se.

Os responsáveis deste estudo de opinião salientam, no entanto, que "não se pode falar em otimismo", uma vez que a maioria (56%) acredita que tudo se manterá como está em 2026.

O campo em que os inquiridos se mostram mais pessimistas é a nível internacional, com 40% a anteverem um ano pior (o mesmo número de inquiridos que prevê que tudo se mantenha como em 2025) e apenas 11% a manifestarem-se otimistas.

Para os responsáveis do estudo, a ideia maioritária de que 2026 não será muito diferente de 2025 é "surpreendente", uma vez que este ano ficou marcado por uma "assinalável instabilidade política", com uma dissolução parlamentar e eleições das quais saiu um "quadro parlamentar fragmentado", e um "contexto geoestratégico muito sensível, com vários eventos que ocupam grande espaço mediático".

Os investigadores realçam que "de forma transversal, os inquiridos de rendimentos mais baixos são invariavelmente mais pessimistas" e as pessoas de esquerda estão também mais pessimistas do que as de direita.

Do outro lado, cerca de metade dos inquiridos com um rendimento que lhes permite viver confortavelmente mostra-se "bastante pessimista em relação à situação internacional", enquanto, frisam os autores, "o mesmo já não é verdade no que toca à economia nacional (onde apenas 23% declara que o Ano Novo pode ser pior) e ainda menos quando questionados sobre a situação económica do seu próprio agregado familiar (com apenas 6% a ter expectativas negativas)".

A sondagem mostra ainda que os jovens são os menos pessimistas nas várias dimensões do estudo. Por exemplo, sobre a estabilidade política do país, apenas 22% dos inquiridos entre 18-24 antevê que venha haja algum agravamento, um em cada quatro prevê que a economia venha a piorar e só 14% vê com pessimismo a situação financeira do seu agregado familiar.

Ver comentários
Publicidade
C•Studio