Camargo não quer o controlo da Cimpor
A brasileira Carmargo Corrêa deixou cair a ideia de controlar a Cimpor e vai propor aos accionistas da cimenteira portuguesa juntar os dois grupos para criar um “líder mundial de língua portuguesa nos sectores dos cimentos”, noticiou hoje o semanário “Expresso”.
O “Expresso” recordou que numa primeira abordagem a Camargo tinha proposto uma fusão da Cimpor com a sua divisão de cimentos, em que a brasileira passaria a deter o controlo.
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Agora, de acordo com o semanário, o grupo brasileiro abdica da maioria do capital, sem clarificar o que está em cima da mesa é ou não uma proposta de fusão.
“A relação que pretendemos manter com a Cimpor não estará condicionada a assumirmos mais do que 50% do capital”, disse o presidente executivo da CCC (Camargo Correa Cimentos), José Édison Barros Franco.
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliário (CMVM) recebeu ontem de manhã o pedido de registo da oferta pública de aquisição (OPA) da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) sobre a totalidade do capital da Cimpor. Os prazos da OPA vão agora acelerar.
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A Cimpor terá já de se pronunciar na próximas emana sobre as condições e a oportunidade da oferta, uma vez que dispõe de oito dias a partir da notificação do pedido de registo da OPA.
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