Berlusconi trocou ambição política por novo amor?
O anúncio foi feito ontem, em directo, no Canale 5, de que é proprietário, enquanto passava a tarde com "casalinga di Voghera" – as donas de casa da pequena-burguesia que se assume representarem uma das fatias mais fiéis do eleitorado que, por três vezes, o fez primeiro-ministro de Itália.
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Depois de ter voltado a negar qualquer envolvimento sexual com a dançarina Karima “Ruby” El-Mahroug, quando esta era ainda menor – o caso ainda está a correr nos tribunais -, Berlusconi fez “mea culpa” pela vivência menos recatada dos últimos anos. A culpa, disse, foi da solidão que se instalou após a morte da mãe e da tia e do divórcio da segunda mulher, Verónica.
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Foi então que veio a notícia. ““Finalmente, sinto-me menos só. Estou noivo de uma napolitana”. “Noivo?”, indagou a apresentadora meio incrédula. “Sim, noivo. É oficial”, atestou. De uma “jovem mulher, de valores muito sólidos, muito bela no exterior e mais ainda no interior”. “Ela ama-me muito e eu também. A minha filha Marina também gosta imenso dela”.
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Francesa Pascale tem apenas 28 anos, mas não é uma desconhecida dos italianos. Esta napolitana morena de grandes olhos castanhos é a principal animadora do clube de fãs “Sílvio, Fazes-nos falta”, criado em 2006, e promete continuar a manter vivo o fenómeno Berlusconi na imprensa de todo o mundo, agora que o antigo primeiro-ministro parece ter desistido de se recandidatar a chefe do governo nas eleições que poderão ter lugar já em Fevereiro.
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Dando o dito pelo não dito, Berlusconi afirmou no fim da semana passada que retiraria a sua candidatura à liderança do governo italiano se Mario Monti aceitasse liderar uma coligação partidária em que o Povo da Liberdade, partido de “Il Cavalieri”, estivesse integrado.
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Aos 76 anos, o antigo primeiro-ministro italiano fez, no entanto, questão de esclarecer que está pronto para qualquer eventualidade: se Monti não avançar, como considera ser o mais provável, avancará ele para pôr fim ao que diz ser uma política exclusivamente centrada na austeridade e "uma Itália à beira do precipício".
Nas sondagens mais recentes o partido de Berlusconi surge com entre 15% a 18% das intenções de voto, atrás do Partido Democrático de Bersani com 35%-38% dos votos. Vários observadores têm interpretado a atitude do antigo primeiro-ministro como uma manobra desesperada para evitar o afundamento do Povo da Liberdade
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