Economia britânica cresce 0,6% no primeiro trimestre
A economia britânica cresceu em cadeia 0,6% no primeiro trimestre, anunciou esta quinta-feira o Office for National Statistics (ONS).
Só no mês de março, marcado pelo início da guerra no Médio Oriente, o crescimento da economia do Reino Unido foi de 0,3%, contra 0,4% em fevereiro, e superando as previsões dos analistas.
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"Os números publicados hoje mostram que o Governo tem o plano económico certo", disse a ministra das Finanças, Rachel Reeves, num comunicado, considerando que a economia britânica "está numa posição mais sólida" no momento em que enfrenta "os custos da guerra no Irão".
"Não é o momento de colocar em risco a nossa estabilidade económica. Fazê-lo tornaria as famílias e as empresas mais vulneráveis", insiste a ministra.
O primeiro-ministro britânico, muito impopular e cujo partido acaba de sofrer uma derrota contundente nas eleições locais, está atualmente a enfrentar manobras para o substituírem em Downing Street.
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Os trabalhistas estão divididos sobre o destino do primeiro-ministro, com alguns deputados a pedir abertamente a sua demissão.
Esta fragilidade refletiu-se nos mercados: esta semana, as taxas de juro dos empréstimos do Governo a longo prazo dispararam para níveis inéditos em quase trinta anos.
O aumento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, impulsionado principalmente pelos serviços, no entanto, prolonga uma série de indicadores favoráveis registados no início do ano, com a queda inesperada do desemprego em fevereiro e uma inflação em baixa.
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"Para o Governo, o contexto é delicado. Um número correto para o primeiro trimestre pode oferecer um certo alívio político, mas o aumento dos custos de energia e o aumento dos juros da dívida indicam que os próximos meses serão mais difíceis", estima Lindsay James, analista da Quilter, citada pela Afp.
"É pouco provável que o Reino Unido esteja a salvo das repercussões" da guerra no Médio Oriente, ainda mais porque é importador de energia", acrescentou.
O conflito já reavivou as tensões inflacionistas, com o aumento dos preços dos hidrocarbonetos, ligado principalmente ao encerramento do estreito de Ormuz, tendo elevado a inflação para 3,3% em março.
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O Banco da Inglaterra tinha mencionado no final de abril um cenário em que a inflação poderia, no pior dos casos, atingir 6,2% no primeiro trimestre de 2027, um nível inédito desde o período da Covid.
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