Putin pede a oligarcas que façam doações para equilibrar situação orçamental do país
Vladimir Putin pediu a oligarcas russos que fizessem doações para o orçamento do país. O objetivo será tentar estabilizar as finanças da Rússia, numa altura em que a guerra na Ucrânia continua a pesar fortemente sobre a economia do país.
As declarações do Presidente russo feitas na quinta-feira, 26 de março, a um vasto grupo de empresários proeminentes, deixaram claro que Putin estará determinado a levar a invasão da Ucrânia até ao fim, e foi a mais recente de várias tentativas de pressionar as empresas russas para ajudar a financiar os gastos exorbitantes do Kremlin com a defesa — e a primeira vez que Putin terá feito um pedido destes diretamente aos magnatas do país. A informação foi avançada por três fontes com conhecimento do assunto ao Financial Times (FT).
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E pelo menos dois empresários russos já terão cedido ao pedido, segundo o jornal britânico. Suleiman Kerimov, um dos oligarcas, disse estar disposto a fazer uma contribuição de 100 mil milhões de rublos. Já um dos magnatas ligado ao setor dos metais Oleg Deripaska também concordou em contribuir.
Mas espera-se que vários outros venham a aceitar o pedido de Putin, já que o contacto pessoal por parte do Presidente russo com os oligarcas torna praticamente inconcebível que estes recusem.
Ainda assim, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, negou este pedido por parte de Putin. Disse antes que um dos empresários presentes na reunião propôs doar dinheiro ao Estado, e que o Presidente russo acolheu favoravelmente a iniciativa.
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A dotação orçamental do Kremlin para a defesa disparou 42%, atingindo 13,1 biliões de rublos (cerca de 139 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) no ano passado.
Em janeiro, o Kremlin aumentou o IVA em 2 pontos percentuais (p.p.), para 22%, numa tentativa de angariar 600 mil milhões de rublos (cerca de 6,4 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) adicionais ao longo de três anos junto das pequenas e médias empresas do país. Além disso, a Rússia também angariou 320 mil milhões de rublos através de um imposto extraordinário de 10% sobre os lucros extraordinários de algumas grandes empresas em 2023.
O ministro da Economia da Federação Russa, Maxim Reshetnikov, afirmou separadamente na quinta-feira que estava a considerar a aplicação de outro imposto sobre lucros extraordinários este ano, caso o rublo continue a desvalorizar.
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