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Kiev volta a ser alvo de mísseis após negociações entre Rússia e EUA

Poucas horas depois das negociações, e de o Presidente norte-americano declarar que o fim da guerra nunca esteve "tão próximo", um ataque com mísseis contra Kiev provocou vários feridos.

22 de Outubro de 2026 às 11:52
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A capital da Ucrânia foi alvo de um novo ataque com mísseis esta noite, após as negociações entre a Rússia e os Estados Unidos na quarta-feira em São Petersburgo para pôr fim ao conflito.

Poucas horas depois das negociações, e de o Presidente norte-americano, Donald Trump declarar que o fim da guerra nunca esteve "tão próximo", um ataque com mísseis contra Kiev deixou seis feridos, segundo o presidente da câmara da capital ucraniana, Vitali Klitschko.


Kiev volta a ser alvo de mísseis russos após negociações entre Moscovo e Washington
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Rússia lança nova vaga de ataques contra Kiev após concordar retomar negociações de paz

O exército ucraniano emitiu durante a noite um alerta para mísseis balísticos provenientes do leste da Rússia.

Steve Witkoff, enviado de Trump, reuniu-se com o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, em São Petersburgo, na sequência de uma reunião, na véspera, em Oslo com líderes europeus e o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, que apelou a uma cessação dos combates nas posições atuais como primeiro passo para as negociações.

O conselheiro diplomático do Kremlin, Iuri Ushakov, indicou, no final de uma reunião "detalhada e franca" ao longo de três horas, que Moscovo está na disposição de retomar as negociações a três com Kiev e Washington, mas não de imediato, "por volta de 10 de novembro".

Ou seja, após as eleições intercalares nos Estados Unidos, que poderão alterar o panorama político norte-americano, e sem que aconteça, até lá, uma pausa nos combates, que prosseguem sem avanços significativos de nenhum dos lados.

Volodymyr Zelensky afirmou ser favorável a um encontro a três, "o mais rapidamente possível". "A ordem do dia é clara: pôr fim à guerra, promover a paz e, se bem compreendi, preparar tudo para um encontro ao nível dos líderes", afirmou.

Trump, por seu lado, manifestou-se na quarta-feira otimista e garantiu mais uma vez que o fim da guerra está próximo, tal como tem afirmado várias vezes desde o regresso à Casa Branca, em janeiro de 2025.

"No outro dia, conversei com Vladimir Putin sobre a resolução da sua guerra com a Ucrânia e penso que, aliás, estamos a aproximar-nos disso. Talvez nunca tenhamos estado tão perto", afirmou o chefe de Estado norte-americano.

Já em sinal contrário, Ushakov afirmou na quarta-feira que as propostas apresentadas por Kiev e pelos europeus em Oslo "não contêm grande coisa". Também Witkoff deu nota da distância entre as partes beligerantes, considerando na rede social X que as discussões com Putin tinham sido "construtivas e que iriam prosseguir no âmbito de conversações trilaterais", mas reconhecendo haver ainda "muito trabalho a fazer".

Ushakov referiu-se igualmente a uma possível reunião que está a ser preparada entre Vladimir Putin, Donald Trump e Xi Jinping na China, à margem da cimeira da APEC, em novembro, em Shenzhen, mas a Casa Branca não confirmou ainda a deslocação do Presidente norte-americano à cidade chinesa.

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