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Dombrovskis vê “sinais encorajadores” na economia portuguesa

O vice-presidente da Comissão Europeia admite ver “sinais encorajadores” na economia portuguesa. E que, a confirmarem-se os números do défice, Portugal poderá sair do procedimento por défices excessivos na Primavera.

Bloomberg
Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 24 de Fevereiro de 2017 às 15:55
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Valdis Dombrovskis vê "sinais encorajadores" na situação económica de Portugal. À saída de uma reunião com Mário Centeno, ao início da tarde desta sexta-feira, o vice-presidente da Comissão Europeia responsável pelo euro notou que a "recuperação económica está em curso", disse que o crescimento previsto por Bruxelas para este ano (1,6%) se situa "na média europeia" e sublinhou que, a confirmarem-se os números do défice, Portugal poderá sair do procedimento dos défices excessivos já na Primavera.

 

De acordo com a tradução feita em tempo real pela RTP, Dombrovskis disse que "as previsões que temos para este ano e para o próximo apontam para que o défice fique substancialmente abaixo dos 3%", e as previsões do Governo "são ainda mais baixas" – o Governo aponta para um défice que não ultrapassará 2,1% – pelo que "a confirmarem-se estes números" a correcção do défice "é sustentável", o que "pode retirar Portugal do procedimento dos défices excessivos a partir da Primavera".

Esta manhã, à saída de uma reunião na Assembleia da República, o responsável já tinha admitido que Portugal poderá sair desse procedimento quando saírem as estatísticas de Abril.

 

O letão realça, contudo, que ainda existem "desequilíbrios macroeconómicos excessivos" e "só se registam progressos limitados na implementação das recomendações específicas para o país". Contudo, isso tem de ser visto "no contexto da União Europeia, em que a maior parte dos países também regista esses desequilíbrios". Ainda assim, esperam-se "reformas ambiciosas por parte do Governo português".

 

"As palavras do ministro e os seus planos parecem bastante encorajadores", afirmou Dombrosvkis, mas "é importante não baixarmos os braços".

Impacto orçamental da recapitalização da Caixa em estudo

 

A situação da banca portuguesa foi abordada. "Falámos da situação no sector bancário" e das medidas para reforçá-lo e para lidar "com o crédito malparado [non-performing loans]". Tudo isso "vai ser discutido em Abril na reunião informal do Ecofin", acrescentou. Foi abordada a recapitalização da Caixa "e as suas potenciais implicações orçamentais", uma questão "que irá ser acompanhada pelo INE e Eurostat".

 

Dombrovskis recusou-se a falar em detalhe dos processos de capitalização da CGD ou de venda do Novo Banco. "O trabalho está em curso. Não quero estar a comentar em detalhe nenhum caso, acompanharemos o trabalho que está a ser feito, mas como não está finalizado, não estou em condições de comentar", reagiu, lembrando que a situação da banca vai ser também abordada na reunião com o governador do Banco de Portugal.

Quanto à reestruturação da dívida pública, defendida por três figuras de topo do FMI, Dombrovskis não quis comentar. "Não fez parte das nossas discussões, sabemos que Portugal pagou recentemente uma parte do empréstimo, não vale a pena abrir especulações que só poderão contribuir para provocar instabilidade financeira", reagiu. "Portugal está no bom rumo".

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