Inflação nos EUA sobe para 3,8% em abril. Preços da energia disparam quase 18%
O índice de preços no consumidor (CPI na sigla em inglês) nos EUA aumentou 3,8% em abril, sem ajustes sazonais. Considerando os ajustes sazonais, o CPI avançou 0,6% em comparação com março. Nesse mês a inflação já tinha ficado muito acima da meta de 2% que é considerada como ideal pelos bancos centrais, incluindo a Reserva Federal, com uma subida de 3,3%.
O valor da inflação fica também acima do consenso dos economistas ouvidos pela Bloomberg, que apontavam para uma inflação de 3,7% em abril.
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"O índice da energia aumentou 17,9% nos doze meses até abril", lê-se na nota divulgada pelo Departamento de Estatísticas de Trabalho dos EUA (Bureau of Labor Statistics). Já a subida em cadeia foi de 3,8% em abril, "correspondendo a mais de 40% do aumento mensal" do CPI, revela a nota publicada nesta terça-feira ao início da tarde.
Mais especificamente, a gasolina aumentou 28,4% e o "fuel oil" disparou 54,3%. As matérias-primas energéticas saltaram 29,2%. Subidas que são uma consequência direta dos efeitos da guerra no Médio Oriente, que já dura há mais de dois meses e tem "estrangulado" o mercado mundial de petróleo, gás natural, entre outros.
Olhando para os diferentes indicadores, as subidas anuais são registadas em praticamente toda a linha: a comida aumentou 3,2%, a eletricidade aumentou 6,1%, o vestuário subiu 4,2%, os serviços de transporte encareceram 4,3% e a habitação aumentou 3,3%. Isto, numa variação anual.
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As únicas variações negativas são nos veículos e carrinhas usados, cujos preços baixaram 2,7% em abril, numa comparação homóloga, e os bens de saúde desceram ligeiros 0,5%.
A inflação subjacente (conhecida como core inflation), que exclui os preços de bens de valor volátil, como os da energia e alimentos, situou-se nos 2,8%, sem ajustes sazonais. Já a variação mensal da inflação "core" com ajustes sazonais foi de 0,4%. Ambos os indicadores superaram as estimativas dos economistas, que apontavam para uma subida mensal de 0,3% e uma subida anual de 2,7%.
A inflação nos EUA mostra assim sinais de agravamento, justamente numa altura em que Kevin Warsh, escolhido por Trump para flexibilizar a política monetária nos EUA, prepara-se para assumir a liderança da Reserva Federal.
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(Notícia atualizada às 13:59 horas com mais informação)
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