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China critica EUA por desempenhar papel de "polícia do mundo" após captura de Maduro

Pequim fala de uma grave violação da soberania da Venezuela e do direito internacional.

Wang Yi condenou os ataques militares norte-americanos à Venezuela.
Wang Yi condenou os ataques militares norte-americanos à Venezuela. Andy Wong / AP
05 de Janeiro de 2026 às 09:24

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, criticou os EUA por atuarem como "polícia do mundo" depois de terem capturado o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sublinhando que Pequim sempre se opôs à imposição da vontade de um país sobre outro.

"Nunca acreditámos que qualquer país possa desempenhar o papel de polícia do mundo, nem concordamos que qualquer nação se possa autoproclamar juiz internacional", disse Wang ao seu homólogo paquistanês, Ishaq Dar, durante uma reunião de alto nível em Pequim no domingo, referindo-se aos "desenvolvimentos repentinos na Venezuela", sem mencionar diretamente os EUA.

"A soberania e a segurança de todos os países devem ser totalmente protegidas pelo direito internacional", acrescentou o principal diplomata chinês, desde que foram divulgadas as imagens de Nicolás Maduro, de 63 anos, vendado e algemado, após a sua captura pelos EUA.

Wang Yi afirmou ainda que a China está disposta a trabalhar com a comunidade internacional, incluindo com o Paquistão, para defender a Carta das Nações Unidas, manter o princípio fundamental da moralidade internacional, respeitar a igualdade da soberania de todos os países e salvaguardar conjuntamente a paz e o desenvolvimento mundiais.

A segunda maior economia do mundo tem proporcionado à Venezuela uma tábua de salvação económica desde que os EUA e os seus aliados intensificaram as sanções em 2017, comprando cerca de 1,6 mil milhões de dólares em bens em 2024, à luz dos dados anuais mais recentes disponíveis, citados pela .

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