Ao minutoAtualizado há 54 min07h25

EUA mobilizam aviões, navios e 15 mil militares para Ormuz. Embarcação sofre ataque no estreito

Acompanhe os desenvolvimentos desta segunda-feira da situação no Médio Oriente e que está a ser marcada pela intenção americana de escoltar navios no estreito de Ormuz.
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Foto: Altaf Qadri/ AP O estreito de Ormuz mantém-se no centro do conflito entre o Irão e os EUA. Foto: Ali Haider/EPA Estreito ormuz
Negócios 06:52
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há 54 min.07h25

Ministros das Finanças do euro discutem impactos perante apelos de coordenação

Os ministros das Finanças da Zona Euro reúnem-se para debater os impactos económicos da guerra do Irão, causada pelos ataques norte-americanos e israelitas, e tentar conjugar as suas respostas orçamentais à crise para evitar descoordenação.

A reunião ocorre quando se assinalam mais de dois meses desde o início do conflito, que impactou o fornecimento de petróleo e gás à União Europeia (UE), altamente dependente de combustíveis fósseis importados, e deve afetar o crescimento económico europeu este ano e no próximo, bem como pressionar a inflação.

Isto num contexto em que os países da UE têm pouca margem orçamental para responder, dado que esta é a segunda crise energética em quatro anos, e tentam responder a novos desafios ao nível da defesa e segurança.

Numa audição parlamentar no início de abril, o comissário europeu da Economia, Valdis Dombrovskis, defendeu que Portugal pode ter "alguma margem de manobra" para lidar com a crise causada pelo conflito no Médio Oriente dada a sua situação orçamental, mas admitiu impactos nos preços dos combustíveis e no poder de compra.

Valdis Dombrovskis já veio alertar, no final de uma reunião virtual do Eurogrupo no final de março, que "qualquer resposta política nacional eficaz para proteger a economia e as pessoas deve [...] ser temporária e direcionada, sem aumentar a procura agregada de petróleo e gás, e deve ser coerente com a necessidade de continuar a descarbonizar o sistema energético".

Uma análise de cenários realizada pela Comissão Europeia e divulgada no final de março aponta que, perante uma curta duração da crise energética, o crescimento da UE poderá ficar 0,2 a 0,4 pontos percentuais abaixo do previsto nas previsões económicas de outono, divulgadas em novembro passado.

06h49

Irão deixa aviso: Qualquer interferência dos EUA no Estreito de Ormuz violará cessar-fogo

Teerão considerará qualquer "interferência americana" no Estreito de Ormuz uma violação do cessar-fogo, disse esta segunda-feira um alto responsável iraniano, depois do anúncio de Donald Trump sobre uma operação para escoltar navios retidos no Golfo.

Leia a notícia completa .  

06h48

Segundo navio atacado no Estreito de Ormuz em menos de 24h

 A agência britânica de Operações Marítimas Comerciais (UKMTO), que monitoriza a segurança de navios e marinheiros em todo o mundo, registou esta segunda-feira um ataque contra um petroleiro no estreito de Ormuz, o segundo em menos de 24 horas.

O petroleiro, de bandeira não identificada, foi atingido às 20:40 de domingo (hora de Lisboa) "por um projétil desconhecido", sem causar feridos entre a tripulação nem impacto ambiental.

O incidente ocorreu a 78 milhas náuticas (cerca de 144 quilómetros) a norte de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, segundo a agência britânica, que pediu aos navios que transitam pela zona para redobrarem as precauções e informarem a agência de qualquer atividade suspeita.

Horas antes, às 12:30 (hora de Lisboa), a UKMTO informou que várias embarcações de pequeno porte atacaram um graneleiro que navegava ao largo da costa da cidade de Sirik, no sudoeste do Irão, com destino ao norte do estreito de Ormuz.

Três semanas após o início do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, as partes continuam a manter um bloqueio seletivo do estreito de Ormuz, uma via estratégica para o comércio global de petróleo e gás, pela qual, em tempos de paz, circula cerca de 20% das energias fósseis mundiais.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo que as negociações com o Irão estão a correr "muito bem", horas depois de garantir que irá analisar o plano de paz enviado por Teerão.

06h47

EUA mobilizam mais de 100 aviões, navios e 15 mil militares nas escoltas em Ormuz

A operação dos Estados Unidos para libertar os navios retidos no estreito de Ormuz devido ao bloqueio iraniano mobilizará mais de 100 aeronaves, contratorpedeiros, drones e 15 mil efetivos militares.

A missão, denominada, segundo Donald Trump, "Projeto Liberdade", terá início na segunda-feira, informou o chefe de Estado norte-americano, no domingo, numa mensagem na rede social que detém, Truth Social, depois de "países de todo o mundo" terem solicitado a ajuda dos EUA para permitir a passagem segura dos respetivos navios.

Segundo o Presidente, muitos dos países com navios bloqueados são inocentes e não têm qualquer relação com o conflito no Irão, pelo que os Estados Unidos entendem a escolta pelo estreito de Ormuz como um "gesto humanitário", no qual instam o Irão a participar.

O Comando Central do Exército dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelas operações dos EUA na região, informou que na operação participarão "contratorpedeiros com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves com base em terra e no mar, plataformas autónomas [drones] de domínio múltiplo e 15 mil militares".

"O nosso apoio a esta missão defensiva é essencial para a segurança regional e a economia global, ao mesmo tempo que mantemos o bloqueio naval", afirmou o comandante do Centcom, Brad Cooper.

O comando acrescentou que o estreito de Ormuz é um corredor comercial essencial, que serve de passagem para um quinto do comércio mundial de petróleo por via marítima e "volumes significativos" de combustível e fertilizantes.

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