Ao minuto18.05.2026

Petróleo sobe mais de 1% com ataque a central dos Emirados. Irão apreende navio chinês em Ormuz

As tensões no Médio Oriente prosseguem sem acordo de paz à vista. Acompanhe ao minuto os últimos desenvolvimentos.
Embarcações navegam em mar calmo sob céu claro.
AP
Negócios 18 de Maio de 2026 às 01:09
Últimos eventos
18.05.2026

Irão reabre bolsa na terça-feira

Bedin Taherkenareh / Lusa - EPA

A Bolsa de Teerão vai reabrir na terça-feira, 19 de maio, depois da suspensão imposta desde o início do conflito com os Estados Unidos e Israel, a 28 de fevereiro, informou a agência estatal iraniana IRNA.  

O supervisor adjunto do órgão regulador da bolsa (Organização de Valores Mobiliários e Câmbio), Hamid Yari, explicou que o fecho temporário visou proteger os investidores, evitar vendas de pânico e garantir uma maior transparência nos preços. 

Com esta reabertura, prevê-se a reativação completa do mercado de capitais do país.

18.05.2026

Arábia Saudita intercetou três drones

A Arábia Saudita anunciou que intercetou três drones que entraram no seu território a partir do espaço aéreo iraquiano e advertiu que tomará as necessárias medidas operacionais para responder a qualquer tentativa de violação da sua soberania e segurança.

Os ataques ocorreram neste domingo, dia em que também os Emirados Árabes Unidos foram alvo de três drones - tendo conseguido intercetar dois deles e não evitando que um atingisse, mas sem grandes consequências, uma central nuclear do país.

17.05.2026

Petróleo sobe mais de 1% com ataque a central dos Emirados

Os preços do petróleo estão a subir nos mercados de futuros, numa altura em que os esforços para acabar com o conflito entre os Estados Unidos e o Irão parecem ter chegado a um impasse. 

A notícia, avançada pelos Emirados Árabes Unidos (EAU), de que um ataque com drones provocou neste domingo um incêndio perto da sua central nuclear de Barakah, em Abu Dhabi, está a contribuir para a abertura em alta das cotações do ouro negro na sessão de segunda-feira na Ásia. 

Os futuros do Brent do Mar do Norte, crude de referência para a Europa, África e Médio Oriente, seguem com uma subida de 1,24% para 110,62 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), “benchmark” dos Estados Unidos, soma 1,84% para 107,26 dólares. 

As autoridades dos EAU estão a investigar a origem do ataque. O Ministério da Defesa do país afirmou, citado pela BBC, que três drones entraram nos EAU vindos da “fronteira ocidental”.

17.05.2026

Irão ameaça cabos submarinos no estreito de Ormuz

Depois de paralisar o tráfego de petróleo no estreito de Ormuz, o Irão ameaça agora outro golpe na economia global: os cabos submarinos que passam no estreito e que são responsáveis pelo tráfego de Internet entre a Europa, a Ásia e o Golfo Pérsico.  

Segundo avança a CNN Internacional, a ideia será cobrar às maiores empresas tecnológicas do mundo uma espécie de taxa pela passagem dos cabos naquele local, que poderiam ser danificados em caso de incumprimento. O tema já terá sido debatido em Teerão e o porta-voz militar iraniano, Ebrahim Zolfaghari, foi taxativo no X na semana passada: "Vamos impor taxas aos cabos da Internet". 

A imprensa do Irão, citada pela CNN Internacional, refere que a ideia será pressionar empresas como a Google, a Microsoft, a Meta e a Amazon a pagarem uma espécie de imposto, ao passo que as empresas de cabos submarinos teriam de pagar taxas de licenciamento para a passagem dos equipamentos por Ormuz. Os direitos de reparação e manutenção ficariam entregues em exclusivo a empresas iranianas. 

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17.05.2026

Guerra no Irão acelera transição energética em 23 países

AP / Jeff McIntosh

O atual conflito no Médio Oriente, que teve início no passado dia 28 de fevereiro com os ataques dos EUA e de Israel contra o Irão, na chamada operação Fúria Épica, provocou não só um aumento nos preços dos hidrocarbonetos como também levou a que, até 1 de maio, 23 países fizessem anúncios públicos sobre energias limpas, com o objetivo de acelerar a transição para fontes renováveis e a eletrificação. 

Esses países são a Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Áustria, Canadá, Camboja, China, Coreia do Sul, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Filipinas, Indonésia, Jordânia, Malásia, Moldávia, Países Baixos, Paquistão, Reino Unido, São Tomé e Príncipe, Taiwan, Tunísia e Vietname, diz um um relatório da Zero Carbon Analytics divulgado pelo El Economista. 

O relatório, com base em dados recolhidos até 1 de maio, revela que, desde a guerra no Irão, se verificou uma mudança na perceção dos investidores globais. Os fundos cotados em bolsa de energia limpa superam agora os de energia tradicional (petróleo e gás, sobretudo), influenciados pelos desafios que os mercados energéticos mundiais enfrentam desde o início do conflito. 

Entretanto, a 5 de maio, Portugal e Espanha deram também um novo passo na cooperação energética com a criação do Observatório Ibérico da Energia, uma plataforma conjunta para reforçar a análise, transparência e articulação de políticas no setor. A iniciativa surge num contexto de reforço da coordenação energética europeia, com Portugal e Espanha a procurarem consolidar a Península Ibérica como um polo relevante na transição energética. 

O memorando foi assinado em Madrid pela ADENE – Agência para a Energia e pelo IDAE – Instituto para la Diversificación y Ahorro de la Energía, concretizando um compromisso assumido na XXXVI Cimeira Luso-Espanhola, realizada em março, em Huelva. 

A nova estrutura deverá funcionar como um agregador de informação pública comparável entre os dois países, com foco na eficiência energética, nas energias renováveis e na evolução da transição energética. 

O investimento na transição energética global ganhou impulso nos últimos anos, atingindo o valor recorde de 2,3 biliões de dólares em 2025, um aumento de 8% em relação a 2024, de acordo com os números da BloombergNEF citados pelo El Economista.  

E agora, com a guerra no Médio Oriente, essa transição está ainda mais em foco devido à tomada de consciência estrutural quanto à vulnerabilidade geopolítica das cadeias de abastecimento de combustíveis fósseis.

17.05.2026

Ataque com drones atinge central nuclear dos Emirados

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram que um ataque com drones provocou neste domingo um incêndio perto da sua central nuclear de Barakah, em Abu Dhabi, qualificando o incidente com uma “escalada perigosa”. 

As autoridades estão a investigar a origem do ataque. O Ministério da Defesa do país afirmou, citado pela BBC, que três drones entraram nos EAU vindos da “fronteira ocidental”. Enquanto dois foram interceptados, o terceiro drone atingiu um gerador elétrico “fora do perímetro interior” da central nuclear de Barakah, provocando um incêndio. 

Não foram registados feridos e não houve impacto nos níveis de segurança radiológica, afirmaram as autoridades locais. 

O Ministério dos Negócios Estrangeiros dos EAU classificou o ataque como um “ato de agressão inaceitável” e disse ter o direito de responder a quaisquer hostilidades. 

Acrescentou ainda que “o ataque a instalações de energia nuclear pacíficas constitui uma violação flagrante do direito internacional, da Carta das Nações Unidas e dos princípios do direito humanitário”.

17.05.2026

Irão apreende navio de propriedade chinesa

AP

O Irão aumentou a tensão com o seu maior aliado internacional, a China. Segundo vários relatos, Teerão terá apreendido na quinta-feira, 14 de maio, perto da entrada oriental do estreito de Ormuz, o Hui Chuan, um navio de apoio que é propriedade da empresa chinesa Sinogards Marine Security. 

A apreensão foi uma resposta ao acordo entre Xi jinping e Donald Trump, na cimeira de Pequim que juntou os presidentes chinês e norte-americano, sobre a livre navegação no estreito de Ormuz. 

Na informação tornada pública sobre este tema, os dois presidentes mostraram convergência sobre o tópico Irão: o estreito de Ormuz tem de reabrir ao tráfego de matérias-primas energéticas e o Irão não pode ter armas nucleares. "Ambas as partes concordaram que o estreito de Ormuz deve permanecer aberto para garantir o livre trânsito de energia. O presidente Xi deixou clara a oposição da China à militarização do estreito e a quaisquer esforços para impor taxas pelo seu uso", segundo um documento publicado pela Casa Branca. 

Em resposta, Teerão apreendeu o Hui Chan, que está registado como navio de investigação pesqueira.

A China, recorde-se, importa do Irão grande parte do seu petróleo comprado ao estrangeiro - sendo assim que tem ajudado o regime, alvo de sanções, a financiar-se.

17.05.2026

Irão ultima mecanismo para gerir Ormuz com “taxas por serviços especiais”

As autoridades iranianas vão anunciar em breve o “mecanismo profissional para gerir o tráfego no estreito de Ormuz”, que acabará por consolidar a “portagem” que está a ser delineada desde que Teerão assumiu definitivamente o controlo daquela via marítima, na sequência da guerra desencadeada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão.

O presidente da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, confirmou no sábado, 16 de maio, que o Irão dará a conhecer “em breve” esse mecanismo, que também estabelecerá uma rota para as embarcações que participem neste sistema. 

“O processo só beneficiará as embarcações comerciais e as partes que cooperem com o Irão”, acrescentou Azizi nas redes sociais e citado pelo El Economista. O responsável confirmou que os barcos deverão pagar “taxas correspondentes pelos serviços especializados, no âmbito deste mecanismo” – fazendo alusão ao sistema de pagamentos inicialmente estabelecido pelo Irão e que proíbe o uso do dólar.

17.05.2026

EUA exigem ao Irão entrega de urânio enriquecido e limitação nuclear

Os Estados Unidos exigiram ao Irão a entrega do urânio altamente enriquecido e a limitação do programa nuclear a uma única instalação ativa como condições para avançar as negociações de paz, indicou fonte oficial neste domingo.

Segundo a agência noticiosa estatal iraniana Fars, ligada à Guarda Revolucionária, Washington exige também a renúncia a compensações por danos de guerra.

A Fars adiantou que a Administração norte-americana respondeu à mais recente proposta de Teerão com várias exigências, entre elas a entrega, por parte do Irão, de 440 quilos de urânio enriquecido a 60%, podendo a República Islâmica manter ativa apenas uma instalação nuclear.

Além disso, segundo a proposta, Washington não pagará qualquer indemnização ou compensação ao Irão pelos danos de guerra, nem desbloqueará 25% dos ativos iranianos congelados no estrangeiro, como exige Teerão.

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