Kristalina Georgieva sucede a Lagarde no FMI a 1 de outubro
Kristalina Georgieva foi aprovada pelo conselho executivo do FMI para ser diretora-geral da instituição, sucedendo a Christine Lagarde que abandonou o cargo para ir liderar o Banco Central Europeu (BCE). A decisão foi anunciada esta quarta-feira, 25 de setembro, pelo Fundo Monetário Internacional.
PUB
A confirmação de Georgieva já era esperada, dado o acordo informal que existe entre os países europeus e os Estados Unidos em que a liderança do Banco Mundial fica para os norte-americanos e a liderança do FMI fica para os europeus. Além disso, o obstáculo da idade - os regulamentos do FMI proibiam que o diretor-geral fosse nomeado com 65 ou mais anos - foi eliminado durante este processo, abrindo o caminho à nomeação da búlgara.
O mandato começará a 1 de outubro e durará cinco anos. De acordo com o Fundo, Georgieva é a primeira pessoa de uma economia emergente, a Bulgária, a liderar o FMI desde a sua criação em 1944. Será o 12.º nome a ocupar o cargo.
PUB
Num outro comunicado enviado pelo FMI, Georgieva agradece a confiança dos membros do conselho executivo do FMI e presta uma homenagem a Lagarde, "uma grande líder e amiga, cuja visão e incansável trabalho contribuiu tanto para o sucesso contínuo do Fundo".
PUB
I am honored to have been selected as the Managing Director of @IMFNews. I look forward to joining the IMF’s committed staff in serving our 189 member countries. Together, we will work to build stronger economies and improve people’s lives everywhere.
— Kristalina Georgieva (@KGeorgieva) September 25, 2019
PUB
Para Kristalina Georgieva, "é uma grande responsabilidade estar à frente do FMI num período em que o crescimento económico mundial continua a desiludir, as tensões comerciais persistem e a dívida está em níveis historicamente elevados". A sua prioridade será ajudar os países a "minimizarem o risco de crise e a prepararem-se para lidar com desacelerações [da economia]".
Além disso, a búlgara compromete-se a abordar temas como a melhoria das condições de vida dos cidadãos, as desigualdades face aos 1% mais ricos, os riscos das alterações climáticas e a "rápida" mudança tecnológica - temas que ganharam maior destaque durante o mandato de Christine Lagarde.
Enquanto diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva será responsável por uma equipa de cerca de 2.700 funcionários - nomeadamente o ex-ministro das Finanças português, Vítor Gaspar, que é o responsável pelo departamento dos Assuntos Orçamentais - e presidirá ao conselho executivo do Fundo, sendo assistida por quatro vice-diretores.
PUB
The IMF Executive Board representing the 189-member countries has selected Kristalina Georgieva as Managing Director for a five-year term starting on October 1, 2019. https://t.co/0Hs1YsTDKO pic.twitter.com/neTUsmNIZ1
Georgieva era até agora a CEO do Banco Mundial, cargo que ocupava desde janeiro de 2017. Durante alguns meses de 2019 chegou a ser presidente interina da instituição até a administração norte-americana ter nomeado David Malpass. Anteriormente, foi comissária europeia para a Cooperação Internacional, Ajuda Humanitária e Resposta a Crises e vice-presidente da Comissão Europeia para o Orçamento e os Recursos Humanos.
PUB
Tem um doutoramento em ciência económica e um mestrado em economia política e sociologia. Também já foi professora na Bulgária. Tem 66 anos.
Saber mais sobre...
Saber mais FMI Fundo Monetário Internacional Christine Lagarde Washington Kristalina GeorgievaNão nos tomem por tolos, sff
Depois da tempestade
Mais lidas
O Negócios recomenda