Líder da oposição "otimista, mas cauteloso" após participação recorde em eleições na Hungria

Com o apoio dos Estados Unidos, Orban procura uma nova eleição. Péter Magyar tenta mudar a liderança no país, mais de uma década depois.
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Foto: Tibor Illyes / Lusa_EPA Peter Mayar, Tisza Foto: Jeroen Jumelet / Lusa_EPA A Hungria realizou este domingo eleições. Foto: Peter Lakatos / Lusa_EPA Eleições na Hungria Foto: Peter Lakatos / Lusa_EPA Eleições na Hungria Foto: Peter Lakatos / Lusa_EPA Eleições na Hungria
Leonor Mateus Ferreira 19:25

O líder da oposição na Hungria, Péter Magyar, terá conseguido derrotar o atual primeiro-ministro Viktor Orbán. As eleições deste domingo, que registaram a maior participação de sempre e em que estão em causa 199 lugares da Assembleia Nacional, são vistas como as mais importantes do país em anos e determinantes para a política europeia.

O líder do Tisza deu uma conferência de imprensa em que falou de um "dia histórico". Após ter agradecido a todos os eleitores pela participação recorde e pelo reconhecimento da importância da eleição, Péter Magyar afirmou estar "otimista, mas cauteloso", depois de algumas sondagens de opinião terem apontado para a sua vitória.

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Às 20:30 horas locais (19:30 horas em Lisboa), cerca de 90 minutos após o fecho das urnas, as autoridades eleitorais tinham conseguido processar cerca de 15% dos votos, de acordo com a CNN. Com uma parcela ainda pequena dos votos contados (e tendo em conta que as maiores cidades demoram mais tempo), os meios de comunicação húngaros avançam que os resultados até ao momento apontam para uma grande vitória do partido da oposição Tisza.

No entanto, o sistema eleitoral húngaro é complexo e é provável que o resultado final seja conhecido apenas nos próximos dias.  As urnas encerraram às 18:00 horas de Lisboa (19:00 horas em Budapeste) e a participação atingiu os 77,8%, segundo o balanço oficial divulgado meia hora antes da votação terminar. É um recorde de participação, que supera o anterior máximo de 70,5% registado em 2002. Nas últimas eleições, há quatro anos, tinha sido de 62%.  

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O nacionalista pró-Rússia Orbán, no poder há 16 anos e que procurava a sua quinta vitória eleitoral consecutiva, recebeu o apoio do Presidente dos EUA, Donald Trump, e foi aclamado como um modelo para o resto da Europa por membros da Administração norte-americana. "Vim para ganhar", afirmou o governante em exercício, após ter votado em Budapeste.

(Notícia em atualização)

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