Patrões acusam UGT de má-fé na rejeição da revisão laboral. “Lamentam” posição
CIP – Confederação Empresarial de Portugal, CCP – Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, CTP – Confederação do Turismo de Portugal e CAP – Confederação dos Agricultores de Portugal, juntaram-se para, em comunicado conjunto, lamentarem a decisão da UGT de recusar a revisão da legislação laboral. E acusam a central sindical de tomar uma posição sobre uma proposta que não era a mais recente.
As quatro confederações “lamentam a decisão do Secretariado da UGT, do passada dia 9, de recusar o texto que lhe foi apresentado”, referem em comunicado, esclarecendo que “o documento rejeitado não incluía aspetos discutidos e validados na última reunião”. Ou seja, “a rejeição unânime da UGT foi conscientemente feita sobre uma proposta que não era a mais recente e que tinha sido preparada por todas as partes”, dizem.
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É por isso que, acrescentam, “rejeitam firmemente este conjunto de atitudes e comportamentos, que simplesmente não são corretos e não correspondem a um processo negocial que deve, em todos os momentos, decorrer com integridade, respeito mútuo e boa-fé” - "manifestamente, nesta ocasião não sucedeu". "E afirmam que a UGT comprometeu “o trabalho sério e dedicado realizado ao longo de mais de 200 horas de reuniões”.
“O que se deteriorou, infelizmente, no fim deste processo, foi a confiança. Erodiu-se esse princípio negocial básico que é o elemento que permite que uma negociação avance apesar das divergências e das discordâncias”, atiram as confederações, que agora vão ser recebidas pelo Presidente da República, prometendo "explicar detalhadamente” o que estava a ser negociado.
António José Seguro anunciou, depois da rejeição da UGT, que iria chamar a Belém todos os intervenientes neste processo de revisão da legislação laboral. Esse encontro acontecerá esta semana, sendo que para esta segunda-feira está marcada uma nova reunião entre Governo, patrões e trabalhadores.
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Os patrões sublinham que a proposta atual, que resulta das várias reuniões tidas, é “uma proposta bastante diferente da versão inicial apresentada pelo Governo”. E voltam a notar que se trata de “uma proposta que mereceu muito largo acolhimento dos negociadores da UGT em sede de negociação”.
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