Paquistão declara "guerra aberta" ao Afeganistão. Bombardeamentos atingem Cabul
O Ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, afirmou esta sexta-feira que o seu país entrou numa "guerra aberta" com o Afeganistão após intensos combates ao longo da sua fronteira. "A nossa paciência acabou. A partir de agora, entramos em guerra convosco", escreveu Asif dirigindo-se ao Afeganistão numa mensagem na rede social X.
Também o primeiro-ministro do Paquistão advertiu que o exército tem "plena capacidade para reduzir a pó qualquer ambição agressiva", na primeira reação oficial após a declaração de "guerra aberta" do país do país contra o regime talibã do Afeganistão.
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"A nação inteira está de pé, ombro a ombro com as Forças Armadas", afirmou Muhammad Shehbaz Sharif, numa série de mensagens publicadas na rede social X, ressaltando que as tropas paquistanesas cumprem funções "com fervor nacional" sob a liderança do marechal Syed Asim Munir.
O primeiro-ministro paquistanês insistiu que não haverá "nenhum compromisso na defesa da querida pátria e o Paquistão responderá com firmeza" a qualquer incursão.
"As nossas forças estão equipadas com capacidades profissionais, formação superior e uma estratégia defensiva eficaz para enfrentar qualquer desafio interno ou externo", afirmou Sharif.
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A declaração do chefe do Governo constitui um marco político na escalada bélica derivada dos ataques de Islamabad da semana passada contra supostos refúgios do grupo insurgente TTP (movimento talibã do Paquistão) em solo afegão.
A crise teve como resposta dos talibãs uma série de ataques na fronteira entre os dois países, coordenados por Cabul na quinta-feira à noite, e a subsequente reação de Islamabad, com o bombardeamento da capital afegã e confrontos na Linha Durand, demarcação da fronteira.
O Paquistão afirma que os ataques de Islamabad causaram a morte de 133 talibãs e mais de 200 feridos, enquanto o Ministério da Defesa afegão estimou as próprias baixas em oito combatentes mortos e onze feridos, além de treze civis afetados pelos bombardeamentos.
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Já os talibãs afirmam ter matado 55 soldados paquistaneses, ter sob custódia 23 cadáveres de militares paquistaneses e um número indeterminado de prisioneiros.
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