Secretário da Energia dos EUA diz que tráfego em Ormuz está a subir “muito significativamente”

Chris Wright afirma que as exportações de crude vão “continuar a aumentar”, mas ressalva que serão necessários “muitos meses até se recuperarem os fluxos energéticos normais”. Número de navios que atravessa a importante via marítima é ainda muito reduzido face aos níveis anteriores.
Chris Wright, secretário da Energia da Administração Trump
Annabelle Gordon / UPI / Pool / Lusa - EPA
Pedro Barros Costa 09 de Junho de 2026 às 21:56

O tráfego de petróleo no estreito de Ormuz está a recuperar e vai continuar a subir nos próximos tempos, assegura Chris Wright, secretário da Energia dos EUA, apesar de o número de navios que atravessa a importante via marítima estar ainda muito abaixo dos níveis anteriores ao conflito no Irão.    

Numa entrevista à CNBC, à margem de uma conferência do setor energético, o responsável foi questionado sobre o nível atual das exportações de crude que passam pelo estreito. “Diria que estão a subir muito significativamente”, referiu Wright.       

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O secretário da Energia acrescentou que a caracterização de que as exportações de petróleo estão a subir é uma “declaração justa” e que o transporte de crude “vai continuar a aumentar”.

No entanto, precisou que serão necessários vários meses de estabilidade duradoura para que os envios de petróleo e de outras matérias-primas essenciais, como enxofre, hélio e lubrificantes, recuperem plenamente os seus níveis habituais.

"Passarão muitos meses até se recuperarem os fluxos energéticos normais", afirmou. Apesar disso, considerou que o impacto da guerra na economia tem sido "muito mais moderado" do que o esperado.

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Antes do conflito, cerca de 20% da oferta global de crude passava pelo estreito. Atualmente, de acordo com dados da PortWatch citados pela CNBC, apenas cinco navios atravessaram Ormuz numa média móvel de sete dias, quando antes da intervenção militar dos EUA e Israel o número ultrapassava a centena.

*Com Lusa

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