UE, Reino Unido e Canadá assumem compromisso de garantir navegação em Ormuz
Num comunicado conjunto, líderes europeus sublinham que "objetivo deve ser negociar um fim rápido e duradouro para a guerra nos próximos dias", reafirmando que tal só pode ser conseguido através da diplomacia.
A União Europeia, Reino Unido e Canadá comprometem-se a garantir a passagem segura de navios pelo estreito de Ormuz, apelando a que o cessar-fogo seja cumprido e que a "paz duradoura" possa ser negociada nos próximos dias.
Num comunicado conjunto emitido ao início da tarde desta quarta-feira, os líderes europeus e canadiano "congratulam-se com o cessar-fogo de duas semanas acordado entre os Estados Unidos e o Irão", garantindo também estar empenhados em garantir a passagem livre de navios pelo estreito de Ormuz encerrado depois do início da guerra a 28 de fevereiro. "Os nossos governos contribuirão para garantir a liberdade de navegação no estreito de Ormuz", lê-se na nota.
O comunicado é assinado pelo Presidente francês Emmanuel Macron, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, o chanceler alemão Friedrich Merz, o primeiro-ministro britânico Kier Starmer, o primeiro-ministro canadiano Mark Carney, a primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen, primeiro-ministro Rob Jetten dos Países Baixos, o primeiro-ministro espanhol Pedro Sanchez, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
Na nota, "agradecem ao Paquistão e a todos os parceiros envolvidos por terem facilitado este importante acordo", sublinhando que o "objetivo deve agora ser negociar um fim rápido e duradouro para a guerra nos próximos dias. Tal só pode ser alcançado por meios diplomáticos." No comunicado, são referidos "contactos estreitos com os EUA e outros parceiros".
Para estes líderes, a conclusão de um acordo duradouro "será crucial para proteger a população civil do Irão e garantir a segurança na região", evitando também "uma grave crise energética global."
Na nota, é feito um apelo "a todas as partes para que implementem o cessar-fogo, incluindo no Líbano."