Carlos Moedas passa a ter maioria absoluta com vereadora que se desfiliou do Chega

Ana Simões vai ficar com os pelouros da Saúde e do Desperdício Alimentar, assim como pelas candidaturas a projetos europeus.
Carlos Moedas passa a ter maioria absoluta com vereadora que se desfiliou do Chega
Manuel de Almeida / Lusa - EPA
Lusa 11 de Fevereiro de 2026 às 11:02

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), vai passar a governar com maioria absoluta ao delegar competências na vereadora independente Ana Simões Silva, ex-Chega, que vai passar a regime de tempo inteiro, anunciou esta quarta-feira o município.

Numa nota, a autarquia indicou que o social-democrata convocou uma reunião extraordinária do executivo para sexta-feira para "fixar em oito o número de vereadores em regime de tempo inteiro", atribuindo "posteriormente" a Ana Simões Silva (doutorada em Medicina Dentária e que se desfiliou do Chega em janeiro) os pelouros da Saúde e do Desperdício Alimentar e competências "no âmbito do grupo de trabalho responsável pelas candidaturas a projetos europeus".

PUB

"Com esta alteração, que resulta na formação de uma maioria absoluta com nove eleitos (num total de 17), serão reforçadas as condições para a governação estável e coesa da autarquia, permitindo ao executivo liderado por Carlos Moedas concretizar o programa sufragado pelos lisboetas para o quadriénio 2025-2029", é referido.

O atual executivo municipal de Lisboa tomou posse no dia 11 de novembro de 2025, um mês depois das eleições autárquicas, em que Carlos Moedas foi reeleito, pela coligação PSD/CDS-PP/IL.

Com oito eleitos (incluindo o presidente), a coligação ficou a um mandato de obter a maioria absoluta. Os restantes nove lugares foram conseguidos pelo PS (quatro), pelo Chega (dois), pelo Livre (um, eleito em coligação com os socialistas), pelo BE (um, também eleito em coligação com o PS) e pelo PCP (um).

PUB

Ana Simões Silva anunciou em 19 de janeiro ter decidido desfiliar-se do Chega, passando a assumir o mandato como independente.

"Esta decisão prende-se com incompatibilidades políticas intransponíveis dentro do gabinete da vereação do partido Chega. Não posso permanecer como uma vereadora meramente decorativa, sem qualquer tipo de meios que permitam exercer um mandato competente em benefício da cidade de Lisboa", afirmou então, num comunicado enviado à agência Lusa.

O Chega ficou assim representado na Câmara de Lisboa pelo vereador Bruno Mascarenhas, deputado municipal na capital no anterior mandato.

PUB
Pub
Pub
Pub