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Marcelo está “esclarecido”, Ventura quer mais debates, Seguro concentra-se na Saúde

Marcelo está “esclarecido”, a esquerda apela ao voto em Seguro, Ventura acusa Seguro de fugir ao confronto. A campanha para a segunda volta ainda não começou, mas as presidenciais continuam na ordem do dia.

Marcelo Rebelo de Sousa termina o mandato no dia 9 de março.
Marcelo Rebelo de Sousa termina o mandato no dia 9 de março. Estela Silva/Lusa
20 de Janeiro de 2026 às 19:55

"Eu acho que os portugueses, depois desta campanha toda e pré-campanha, têm uma ideia muito clara, tinham uma ideia muito clara na primeira volta, têm uma ideia muito clara na segunda volta. Eu estou esclarecido", declarou esta terça-feira o Presidente da República. Marcelo, que falava aos jornalistas à chegada a um hotel em Estrasburgo, onde vai participar numa sessão do Parlamento Europeu comemorativa dos 40 anos da adesão de Portugal à então CEE, não quis, no entanto, comentar os perfis de António José Seguro ou de André Ventura, frisando que para si esta é a "altura do silêncio".

Mas se de Belém não virão comentários, a verdade é que, ainda a campanha não começou oficialmente, mas as presidenciais continuam na ordem do dia e candidatos e respetivos apoiantes desdobram-se em declarações e iniciativas. De um lado e do outro contam-se espingardas e a esquerda à esquerda do PS voltou a apelar ao voto em António José Seguro. “Perante o cenário que temos, não temos nenhuma dúvida, a palavra de ordem é impedir que André Ventura seja eleito Presidente da República", afirmou Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP. 

“Na segunda volta vamos ter um confronto entre um candidato pela democracia e um candidato contra a democracia, e neste contexto o Bloco acha absolutamente inqualificável o silêncio das lideranças de PSD e IL", declarou, por seu turno, José Manuel Pureza, coordenador dos bloquistas. 

E à direita continuam a surgir novos apoiantes de António José Seguro, algo que André Ventura encara “com estupefação”. "Tenho visto que o meu adversário, António José Seguro, fica muito feliz, e às vezes eu fico estupefacto com os apoios dos notáveis, que todos os dias agora saem de pessoas que ninguém sabe quem são", afirmou, citado pela Lusa, depois de dar como exemplo o apoio a Seguro dos centristas Cecília Meireles e Diogo Feio. O líder do Chega disse estar-se "nas tintas para os notáveis", porque o que quer é o apoio do "povo português" e dos que "não querem regressar ao fantasma, desastre e empobrecimento do PS" que, argumentou, é responsável por um "país preso, com jovens a terem de emigrar e um país atrasado".

Eu acho que os portugueses, depois desta campanha toda e pré-campanha, têm uma ideia muito clara. Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República

Ventura desafiou Seguro para três debates durante a campanha para a segunda volta e acusou o socialista de "querer fugir" às discussões por "medo do confronto".  Na sua opinião, estes debates devem ser transmitidos em todos os canais de televisão e podem realizar-se nos moldes que António José Seguro desejar, argumentando que o socialista "não pode pensar que vai passar três semanas de uma segunda volta inédita a dizer generalidades e baboseiras da luta contra a extrema-direita".

António José Seguro concentrou-se noutros temas e exigiu resultados para que "os portugueses tenham saúde a tempo e horas". O candidato apoiado pelo PS decidiu começar esta segunda fase da campanha presidencial com uma visita à USF Cruzeiro e USF Mosteiro, em Odivelas, reafirmando que a Saúde "é a prioridade das prioridades" e será a sua primeira causa no ano inaugural do seu mandato, caso seja eleito. Seguro, que fez da Saúde a sua grande bandeira na campanha da primeira volta, prometeu "trabalhar insistentemente para que haja Saúde a tempo e horas para todos os portugueses" e disse que já estava "a recolher contributos para quando reunir com os partidos e com o primeiro-ministro", além do pacto que propõe, levar já ideias.

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