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Mariana Mortágua: O PS cedeu e BE pode entrar no Governo

Em entrevista à RTP, Mariana Mortágua não afastou a possibilidade de o BE integrar um Governo de António Costa, depois deste ter aceite as três condições mínimas que o partido tinha imposto ao PS: descongelamento das pensões e as desistências do PS quanto à nova lei dos despedimentos e à redução da Taxa Social Única.

Mariana Mortágua_BE
Mariana Mortágua_BE Bruno Simão
Negócios 04 de Novembro de 2015 às 11:35

Mariana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda (BE), disse à RTP que o PS cedeu e que aceitou as três condições mínimas que Catarina Martins tinha imposto a António Costa: descongelamento das pensões e as desistências do PS quanto à nova lei dos despedimentos e à redução da Taxa Social Única.

"Cumpridas estas condições, o BE entrou nas negociações com o PS e as negociações estão bem

encaminhadas", garantiu Mariana Mortágua, em entrevista terça-feira à noite ao Jornal 2. "Temos dito e reafirmamos que não será por falta de vontade do Bloco de Esquerda que não encontraremos uma solução estável de governação alternativa", explicou a deputada que tem participado nas negociações com o PS.

Quanto à eventualidade de as forças de esquerda não conseguirem chegar a um entendimento, Mortágua repetiu que o acordo "não está completamente fechado", mas insistiu que as negociações "estão muito avançadas". "Não será por indisponibilidade do Bloco de Esquerda que Cavaco Silva encontrará qualquer desculpa para não indigitar este governo alternativo". 

Quanto a integrar um Governo de António Costa, Mortágua diz que a "forma como esta maioria se traduz é uma questão que vem depois", mas "não será pela indisponibilidade do Bloco de Esquerda que esta alternativa de governação não se concretizará".

Na entrevista ao Jornal 2, a deputada acusou Cavaco Silva de estar a tentar proteger a direita ao "acenar com fantasmas" como a presença de Portugal na NATO e as obrigações europeias. "Não nos parece que o Presidente tenha legitimidade para discutir programas de governo", criticou a deputada. Mortágua garantiu ainda que a saída de Portugal da NATO não está em causa, apelidando o argumento de "desespero de uma direita que tem medo de perder o poder". Quanto às contas públicas, o partido garante que as propostas "são neutrais". "As medidas que propomos para acrescentar despesa, propomos também para acrescentar receita", justificou.

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