Ao minutoAtualizado há 1 min14h29

Ventura quer "mesmo mudar" a Constituição. Catarina Martins avisa que "sondagens não são votos"

Acompanhe o 11.º dia de campanha das eleições presidenciais. Eleitores vão a votos no próximo domingo, 18 de janeiro.
Ventura garante que quer usar magistratura de influência para mudar Constituição
Tiago Petinga / Lusa - EPA
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há 10 min.14h20

Catarina Martins avisa que "sondagens não são votos" e reforça apelo ao voto por convicção

António Cotrim / Lusa - EPA

A candidata presidencial Catarina Martins avisou esta quarta-feira que "as sondagens não são votos" e voltou a insistir no apelo ao voto por convicção, defendendo só dessa forma a democracia "terá todas as soluções" numa eventual segunda volta.

"As sondagens não são votos. As pessoas vão votar e nós estamos a disputar a primeira volta das presidenciais. A força das ideias da primeira volta vai garantir as soluções de democracia também na segunda volta", afirmou.

Em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com o Conselho de Administração demissionário do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (Amadora-Sintra), Catarina Martins foi questionada sobre a sondagem que coloca André Ventura em primeiro lugar, muito próximo de António José Seguro e com João Cotrim Figueiredo em terceiro lugar.

Começando por afirmar que não comenta sondagens, a candidata às eleições presidenciais de 18 de janeiro sublinhou que o resultado eleitoral será decidido apenas no domingo e muita coisa pode mudar face à sondagem divulgada na segunda-feira.

"O que eu pergunto é quem é que vai defender o acesso à saúde, o salário digno, que as pessoas em Portugal tenham direito a uma vida que as respeite e que não estejam sempre com um nó na garganta, seja porque não sabem se vão ter médico, seja porque não sabem como vão pagar a fatura do supermercado", questionou.

há 10 min.14h19

Ventura garante que quer usar magistratura de influência para mudar Constituição

O candidato presidencial André Ventura disse esta quarta-feira que, se for eleito, irá usar a magistratura de influência para mudar a Constituição, assegurou que aquela lei fundamental "não é a Bíblia" e que o país tem de se adaptar.

"Eu quero mesmo mudar a Constituição. Eu não ando a esconder-vos nada. Eu quero mesmo mudar a Constituição e quero incentivar o país" a essa mudança, afirmou André Ventura, que falava aos jornalistas antes de uma arruada na zona de Caxinas, em Vila do Conde (distrito do Porto).

Para o candidato apoiado pelo Chega, o Presidente da República "tem uma magistratura de influência única".

Prometeu, por isso, que, caso seja eleito, irá usar o cargo para assegurar uma mudança da Constituição no Parlamento.

"Não é preciso os meus adversários andarem a dizer: 'Ele vai mudar a Constituição'. Ouçam, leiam os meus lábios: Vou, vou", vincou Ventura, que respondia ao candidato Gouveia e Melo que o acusava de querer alterar a lei fundamental da República Portuguesa.

Questionado sobre o porquê de querer incentivar uma mudança da Constituição, André Ventura considerou que aquele documento "não é a Bíblia".

"A Constituição é dos anos 1970, tem de mudar e tem de se adaptar ao país de hoje", disse, acusando os seus adversários de quererem "mandar o país para trás".

há 12 min.14h18

Cotrim Figueiredo insiste que Montenegro "faria um serviço à Nação" se o apoiasse

Paulo Novais / Lusa - EPA

O candidato presidencial Cotrim Figueiredo insistiu esta quarta-feira que o presidente do PSD, Luís Montenegro, "faria um serviço à Nação" se recomendasse o voto na sua candidatura, porque o que está em causa nestas eleições "não é uma brincadeira".

"O senhor presidente do PSD faria um serviço à Nação se recomendasse o voto na minha candidatura", persistiu o também eurodeputado, depois de manhã ter feito um apelo público a Montenegro para que recomendasse o voto em si para evitar ter um Presidente da República do PS ou Chega.

No final de uma visita à Queijadinha Pereira - Doçaria Conventual em Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, e embalado pelas últimas sondagens que o colocam em terceiro lugar na preferência dos eleitores, atrás de André Ventura e António José Seguro, respetivamente, Cotrim Figueiredo alertou que é importante que os portugueses percebam que só há três candidaturas com possibilidade de chegarem à segunda volta.

"António José Seguro, André Ventura e eu próprio", enumerou.

E questionou: "Pergunto aos portugueses que não querem ter uma escolha entre André Ventura e António José Seguro na segunda volta como é que vão fazer?".

há 15 min.14h15

Jorge Pinto diz que Cotrim quer agradar a todos "menos aos colegas de partido"

Luís Forra / Lusa - EPA

O candidato presidencial Jorge Pinto disse esta quarta-feira que Cotrim Figueiredo quer agradar a todos "menos aos colegas de partido", sublinhando que se veem poucas pessoas da IL "ao seu lado", e pediu que as cartas sejam enviadas aos portugueses.

Em declarações aos jornalistas, após uma reunião com a administração do Hospital de Faro, Jorge Pinto disse que Cotrim Figueiredo devia escrever aos portugueses sobre "por que é que está confortável em ter André Ventura numa segunda volta" ou sobre como, enquanto Presidente da República, pretende defender um SNS público e de qualidade.

"Cotrim Figueiredo parece estar preocupado com tudo menos com escrever e falar diretamente aos portugueses que são quem merece as cartas que nós escrevemos", argumentou.

O candidato presidencial apoiado pela IL apelou publicamente a Luís Montenegro que recomende ao PSD o voto na sua candidatura para evitar que André Ventura ou António José Seguro cheguem à Presidência da República.

Para Jorge Pinto, esta nova missiva dá seguimento à tentativa de Cotrim Figueiredo de "agradar a gregos e troianos, se calhar a todos menos aos próprios colegas de partido", uma vez que "poucas pessoas da IL se veem ao seu lado".

O candidato à Presidência apoiado pelo Livre disse que um chefe de Estado deve ser "firme na vigilância do Governo", um contrapeso do executivo e "muito firme na defesa da Constituição", atributos que não vê em Cotrim.

12h53

Ventura acusa Montenegro de querer ser o “salva boias” de Marques Mendes

O candidato presidencial André Ventura afirmou esta quarta-feira que Luís Montenegro, ao entrar novamente em campanha, procura ser “o salva boias” [salva-vidas] de Espinho para tentar ajudar a campanha de Marques Mendes.

“Lá tem que vir o salva boias, lá tem que vir o nadador de Espinho salvar a campanha do doutor Marques Mendes”, disse o candidato apoiado pelo Chega, numa referência ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, que foi nadador-salvador durante a sua juventude.

André Ventura falava aos jornalistas em Vila do Conde, no distrito do Porto, reagindo ao anúncio feito pelo candidato presidencial Luís Marques Mendes, que disse que o primeiro-ministro estará hoje novamente na sua campanha.

Para o também presidente do Chega, a presença de Montenegro “é uma entrada desesperada”.

Considerou que o líder do Governo deveria evitar fazê-lo e questionou se esse apoio será sequer positivo para Marques Mendes.

“Eu não sei se é bom para Luís Marques Mendes que Montenegro venha a seu auxílio”, notou, afirmando que a saúde está num “caos” e que vários setores se queixam de um Governo que “não está a fazer nada por eles”.

Na sua perspetiva, a presença do primeiro-ministro na campanha mostra que Marques Mendes “é o candidato do montenegrismo”, vincando que não quer o apoio do Governo, mas dos “homens e mulheres comuns, que sabem o que é que a vida está a custar”.

12h03

Mendes acusa Cotrim de "exibicionismo" e responde com nova presença de Montenegro hoje

Miguel A. Lopes / Lusa - EPA

O candidato presidencial Luís Marques Mendes acusou esta quarta-feira Cotrim Figueiredo de fazer "número político" e de exibicionismo com nova carta a Luís Montenegro, respondendo que o líder do PSD estará hoje novamente na sua campanha.

À chegada a Arcos de Valdevez (distrito de Viana do Castelo), o candidato apoiado por PSD e CDS-PP foi questionado pelos jornalistas sobre o apelo público lançado pelo candidato apoiado pela IL para que Luís Montenegro recomende ao PSD o voto na sua candidatura para evitar que André Ventura ou António José Seguro cheguem à Presidência da República.

"Acho que isto é um número político, é mais um número. Não é muito para levar a sério, portanto, não levo a sério. É um número político, é um exibicionismo, é um espetáculo", afirmou Marques Mendes, sem mais comentários.

O candidato acrescentou ter uma novidade para transmitir à comunicação social: "É que Luís Montenegro vai estar hoje na minha campanha. Luís Montenegro, às 18:00 horas, vai estar comigo a apoiar-me, como é normal e habitual e como já estava previsto, em Famalicão, às seis da tarde. Isso é que é importante", salientou.

Esta será a segunda participação do líder do PSD e primeiro-ministro na campanha de Mendes, depois de ter discursado no primeiro dia de campanha oficial, na Batalha.

11h32

Gouveia e Melo manifesta-se angustiado com riscos de escolha de um mau Presidente

O candidato presidencial Gouveia e Melo manifestou-se esta quarta-feira angustiado com a escolha do próximo chefe de Estado, considerou Cotrim Figueiredo subserviente ao Governo e defendeu que votar André Ventura, "que não quer ser Presidente", é um desperdício.

Gouveia e Melo assumiu estas posições em declarações aos jornalistas, após ter visitado hoje de manhã o mercado de Alvalade, em Lisboa, que estava quase sem clientes.

O ex-chefe do Estado-Maior da Armada voltou a desvalorizar as sondagens que o colocam fora de uma segunda volta das eleições presidenciais, mas dramatizou quando deixou a seguinte mensagem: "Estou verdadeiramente angustiado com o que se passa, porque acho que podemos correr o risco de escolher um mau Presidente da República".

"E é isso que eu ponho na consciência dos portugueses. Quando falam em voto útil, por favor, não pensem em partidos", apelou.

Deixou a seguir uma farpa que, aparentemente, foi dirigida ao seu adversário António José Seguro: "As pessoas não devem confundir pose com a substância que é necessária na nova Presidência da República".

Interrogado sobre a possibilidade de o eurodeputado liberal passar à segunda volta das eleições presidenciais, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada voltou a atacar o neoliberalismo e defendeu uma economia com consciência social.

Criticou, depois, a iniciativa do seu adversário Cotrim Figueiredo de escrever ao presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro. Viu mesmo nessa atitude do eurodeputado liberal um dos riscos de Portugal ter um chefe de Estado com esse perfil.

"Não vou escrever cartas a primeiros-ministros para dizer que estou alinhado, porque isso mostra uma subserviência que não é boa na Presidência da República. O Presidente da República tem de ser verdadeiramente independente. Um Presidente não começa a dizer ao primeiro-ministro: eu vou ser subserviente", acentuou.

11h31

Seguro pede concentração de votos para garantir "um democrata" na 2.ª volta

José Coelho / Lusa - EPA

António José Seguro pediu esta quarta-feira aos portugueses que "evitem um pesadelo" nas eleições presidenciais de domingo e apelou à concentração de votos na sua candidatura para garantir que um democrata passe à segunda volta.

"Aquilo que eu peço a cada portuguesa e a cada português é que evitem um pesadelo. E, para evitarem um pesadelo na noite de dia 18 para dia 19, e dormirem bem, é garantir que um democrata possa passar à segunda volta, que é o meu caso", apelou o candidato presidencial apoiado pelo PS no arranque do dia de campanha durante uma visita ao mercado de Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa.

Um dia depois da sondagem que o coloca em segundo lugar, muito próximo do candidato apoiado pelo Chega, o pedido de Seguro foi para que os portugueses "pensem bem", porque defendeu que só um voto em si é que pode "eleger um Presidente democrata, moderado, que quer ser o Presidente de todos os portugueses e que é um defensor da Constituição da República".

"A minha responsabilidade é de apelar a cada portuguesa e a cada português para concentrar os votos na minha candidatura para que a democracia passe à segunda volta", referiu.

10h36

Cotrim pede a Montenegro voto do PSD para evitar ter um PR do PS ou Chega

O candidato presidencial Cotrim Figueiredo pediu esta quarta-feira a Luís Montenegro que recomende ao PSD o voto na sua candidatura para evitar que André Ventura ou António José Seguro cheguem à Presidência da República.

"Com sentido de responsabilidade, e sem querer menorizar a candidatura apoiada pelo partido liderado por vossa excelência, assim como pelo CDS-PP, venho hoje apelar ao voto do PSD na minha candidatura à Presidência da República", refere Cotrim Figueiredo num apelo público a Montenegro, presidente do PSD e primeiro-ministro.

O também eurodeputado exorta Montenegro a apostar na sua candidatura por estar certo de que, tal como ele, não deseja ver o candidato apoiado pelo PS, nem o candidato apoiado pelo Chega, líder do partido, no Palácio de Belém - residência oficial do Presidente da República.

O antigo líder da IL considerou que a sua candidatura é, hoje, a única capaz de impedir esse cenário.

"Como vossa excelência afirmou na passada semana: "Não podemos cair na armadilha de dispersar votos e ficarmos amarrados a não termos escolhas boas na segunda volta". Não poderia estar mais de acordo consigo. Está na hora de tomar a decisão consequente com as suas próprias palavras", insistiu.

Cotrim Figueiredo recordou que nas eleições autárquicas de outubro não hesitou em apoiar as candidaturas de Pedro Duarte, no Porto, e de Carlos Moedas, em Lisboa.

"Fi-lo por acreditar que era o melhor para os dois municípios em apreço e para as respetivas populações. Fi-lo, portanto, por considerar tratar-se do melhor para Portugal. Confiei no PSD", lembrou.

07h24

Estudo do IPAM aponta Marques Mendes como candidato com menor tração digital

Marques Mendes é o candidato presidencial com menor tração digital, Ventura lidera em termos de escala, Seguro tem presença digital regular e Cotrim de Figueiredo combina exposição e envolvimento, segundo um estudo de dois professores do IPAM.

Os professores do IPAM Luís Bettencourt Moniz e João Andrade Costa analisaram a forma como os candidatos às eleições presidenciais de 18 de janeiro comunicaram nas principais redes sociais ao longo de dezembro.

A análise incidiu sobre 2.104 publicações nas redes sociais Facebook, Instagram e TikTok por oito candidatos: André Ventura, António Filipe, António José Seguro, Catarina Martins, Cotrim Figueiredo, Gouveia e Melo, Jorge Pinto e Luís Marques Mendes.

De acordo com as conclusões, há "uma clivagem clara entre candidatos que privilegiam escala e amplificação e aqueles que apostam na intensidade da relação com comunidades mais pequenas".

Os dados mostram "que volumes elevados de interações não correspondem, necessariamente, a maior envolvimento relativo, nem a uma ligação mais sólida com os seguidores".

Segundo o estudo, "Luís Marques Mendes surge como o candidato com menor tração digital", uma vez que, apesar de 226 publicações, "o 'engagement' [envolvimento] médio não ultrapassa os 4,9%, com cerca de 141 mil interações, o que indica dificuldades na mobilização da audiência e na criação de uma relação digital significativa.

André Ventura "lidera de forma destacada em termos de escala". As 372 publicações analisadas "geraram mais de 5,5 milhões de interações, o valor absoluto mais elevado do estudo". Contudo, "o 'engagement' médio fica-se pelos 1,9%, o mais baixo entre os candidatos, revelando uma relação menos intensa com audiências amplas, heterogéneas e fortemente polarizadas". Além disso, "o estudo aponta para uma mobilização sustentada no conflito, eficaz para amplificação, mas menos consistente na construção de envolvimento".

Por sua vez, António José Seguro "apresenta uma presença digital regular e pouco polarizadora". Registando 354 publicações, tem um "'engagement' médio de 4,8% e cerca de 482 mil interações" e a sua estratégia "assenta numa narrativa de estabilidade e confiança, sem picos de viralidade, mas com envolvimento consistente ao longo do mês".

João Cotrim de Figueiredo "consegue combinar exposição e envolvimento", com 215 publicações, regista um 'engagement' médio de 11,6% e ultrapassa 1,2 milhões de interações, "posicionando-se como um dos candidatos com melhor equilíbrio entre escala e intensidade da relação com o público", segundo a análise. "A sua comunicação beneficia da leitura mediática da campanha e da aposta na competição eleitoral, sem depender exclusivamente da polarização", lê-se no comunicado.

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