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Orçamento da Saúde em 2025 não vai evitar novo défice no SNS, diz Xavier Barreto

O presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares lamenta que o modelo de financiamento das unidades de saúde continue a não ser o mais adequado.

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11 de Janeiro de 2025 às 21:00

O aumento previsto das transferências para o SNS em 5,7%, ou 752 milhões de euros, será insuficiente para evitar que os hospitais continuem neste ano a apresentar resultados negativos, antecipa o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH).

"As contas de 2024 não estão ainda fechadas, mas praticamente todos os hospitais vão ter resultados negativos. E com o que está previsto no Orçamento para 2025, infelizmente, conto que continue a acontecer", diz Xavier Barreto em entrevista ao Negócios e Antena 1 no programa Conversa Capital.

Em 2024, até novembro, o défice do SNS superava os 900 milhões de euros, de acordo com os últimos dados de execução orçamental disponíveis, com o Governo a recorrer a uma injeção extraordinária de 976 milhões já em dezembro para que os hospitais pudessem saldar dívidas a fornecedores.

A prática tem sido recorrente ao longo dos últimos anos e, mesmo com alterações ao modelo de financiamento das unidades locais de saúde com a nova Direção Executiva do SNS, continua a verificar-se. Primeiro, diz Xavier Barreto, porque "o OE não prevê uma série de alterações que depois vêm a ser implementadas pelo Governo". Por exemplo, no que toca a aumentos salariais. "Da mesma forma que sabemos que vão entrar fármacos com custos de milhões de euros, como entram todos os anos. A inovação terapêutica não para, e isso não está previsto", justifica.

"O Governo sabe isso. Todos os anos chega ao final do ano com um défice de cerca de mil milhões de euros e faz uma injeção extraordinária de capital para os hospitais, agora ULS, pagarem dívida à indústria farmacêutica", refere o presidente da APAH, defendendo que "o financiamento tem de ser mais adequado e justo". "O Governo não desconhece isto. E se faz esta injeção extraordinária de capital no final do ano, porque não fazê-la no início via financiamento?", questiona.

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