Administradores da CGD suspeitos de crime fiscal na fusão da Compal

A fusão da Compal com a Sumolis está a ser investigada pelo DIAP. Vários administradores ou ex-administradores da Caixa foram constituídos arguidos. É o caso de Alcides Aguiar, Jorge Tomé ou Vasco D"Orey.
Catarina Almeida Pereira 27 de Junho de 2011 às 08:49

A fusão da Compal com a Sumolis, financiada pela Caixa Geral de Depósitos, está a ser investigada por suspeita de crimes fiscais pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP).

De acordo com o jornal "Público", em causa está um montante de vários milhões de euros relativos ao pagamento e posterior devolução do IMT (Imposto Municipal sobre as Transmissões onerosas de imóveis), que poderão ter sido recebidos indevidamente no âmbito da operação terminada em 2008.

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Em causa está, ainda, a assunção pela Compal dos encargos financeiros relativos ao financiamento da compra, que por ter atirado a empresa para encargos negativos permitiu evitar o pagamento de impostos.

A Compal foi adquirida por empresas do grupo Caixa Geral de Depósitos em 2005, em parceria com a Sumolis, com a qual a Compal se viria a fundir numa operação concluída em 2008.

Na investigação à fusão entre as duas empresas foram constituídos como arguidos cerca de uma dezena de administradores e de empresas.

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Entre eles estão Jorge Tomé, presidente da Caixa Banco de Investimentos, Alcides Aguiar, presidente da Caixa Capital e Vasco D'Orey, ex-director de crédito da CGD e ex-presidente da Compal, acrescenta ainda o jornal diário.

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