BES ganhou 13 milhões de euros em dividendos do Bradesco

O Banco Espírito Santo (BES) ganhou 45 milhões de reais (13 milhões de euros) em dividendos distribuídos em 2004 pelo Banco Bradesco, que fechou o ano com lucros de 3,060 mil milhões de reais (887 milhões de euros), mais 32,7% do que no período anterior.
Bárbara Leite 31 de Janeiro de 2005 às 13:08

O Banco Espírito Santo (BES) ganhou 45 milhões de reais (13 milhões de euros) em dividendos distribuídos em 2004 pelo Banco Bradesco, que fechou o ano com lucros de 3,060 mil milhões de reais (887 milhões de euros), mais 32,7% do que no período anterior.

No exercício de 2004, o lucro líquido consolidado do Bradesco ficou nos 3,060 mil milhões de reais (887 milhões de euros) com um lucro por acção de 6,45 reais (1,87 euros), segundo os resultados divulgados hoje pelo banco.

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No relatório de 256 páginas, pode ler-se que o banco tem como política distribuir pelo menos 30% do lucro líquido apurado em cada exercício.

Nos últimos anos, essa entrega aos accionistas tem superado os 30% dos lucros. Em 2001, o banco entregou 849 milhões de reais (246 milhões de euros) aos accionistas, 41,17% do total dos lucros. No ano seguinte, a percentagem sobre os lucros subiu para 49,17%.

Em 2003, o banco distribuiu 61,48% dos lucros pelos accionistas.

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Em relação ao ano passado, o Bradesco decidiu distribuir 1,325 mil milhões de reais (384 milhões de euros) pelos accionistas ou 43,3% do total do lucro líquido atingido no período em causa, percentagem menor à de 2003.

Como o BES detém 3,39% do capital social do Bradesco, coube-lhe auferir 45 milhões de reais (13 milhões de euros) em dividendos do Bradesco, segundo as contas do Jornal de Negócios Online.

No relatório, o banco lembra que foi a primeira instituição financeira a distribuir dividendos mensais pelos accionistas, pelo que o BES já recebeu esses dividendos de 2004 relativos à sua participação no capital do banco brasileiro.

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Lucros cresceram 32,7% em 2004

Dos lucros alcançados, 58% foram promovidos pela área financeiro do banco no Brasil e 29% pelo sector segurador.

A margem financeira do banco ficou praticamente inalterada face a 2003, nos 13,231 mil milhões de reais (3,835 mil milhões de euros) e as despesas com pessoal cresceram 4% face ao ano anterior para os 4,969 mil milhões de reais (1,44 mil milhões de euros).

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Os resultados operacionais do Bradesco apresentaram um crescimento de 15,9% em 2004 totalizando 4,118 mil milhões de reais (1,193 mil milhões de euros).

O activo total da instituição financeira brasileira ficou-se nos 184,926 mil milhões de reais (53,61 mil milhões de euros), mais 5% do que o activo em 2003. As operações de crédito subiram 16%, tendo ascendido a 62,422 mil milhões de reais (18,097 mil milhões de euros), enquanto os depósitos cresceram 18,3% para os 68,643 mil milhões de reais (19,901 mil milhões de euros).

O património líquido somou 15,215 mil milhões de reais (4,41 mil milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 12,3% face a 2003. O retorno sobre o património líquido (ROE) atingiu 20,1%. Já o retorno sobre os activos totais (ROA) no exercício de 2004 foi de 1,7%.

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Perspectivas favoráveis

Numa mensagem aos accionistas, Lázaro de Mello Brandão, presidente do Conselho de Administração do Bradesco, reforça que os resultados de 2004 demonstram «mais uma vez, avanços importantes na direcção do fortalecimento das suas posições de liderança», acreditando que 2005 será ainda melhor para o banco. O Bradesco é o maior banco privado do Brasil.

Brandão salienta que tem a certeza que o «futuro nos reserva realizações ainda maiores».

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A actividade creditícia, por seu turno, poderá ter bom desempenho em 2005, além da melhoria gradual da qualidade das carteiras dos empréstimos, em linha com a queda do desemprego, recuperação dos salários reais e dinamismo empresarial renovado, entende o banco.

*Correspondente em São Paulo

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