Brisa aumenta receitas com mais tráfego e subida das portagens

A Brisa Concessão Rodoviária viu as receitas crescerem no primeiro semestre, com os proveitos das portagens a subirem com o aumento no tráfego e com a actualização das taxas de portagem.
Vasco Mello Brisa
Bruno Simão/Negócios
Carla Pedro 27 de Julho de 2018 às 18:20

Os proveitos operacionais da concessão principal da Brisa totalizaram 277,5 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, o que representa um aumento de 7,7% face ao período homólogo.

 

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As receitas de portagem atingiram os 267,3 milhões de euros (+6,2% face ao 1º semestre de 2017), sustentadas pelo acréscimo no tráfego e pela actualização das taxas de portagem em 1,4%, refere a Brisa Concessão Rodoviária (BCR) em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

 

Destaque ainda para o forte crescimento nas receitas relacionadas com as áreas de serviço, as quais atingiram os 7,6 milhões de euros (+127% face ao período homólogo), beneficiando da renegociação dos contratos de subconcessão.

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Já o resultado líquido aumentou 27,3% para 62 milhões de euros, apurado com base num resultado antes de impostos de 89,5 milhões e com base em 27,5 milhões de imposto sobre o rendimento, sublinha o relatório e contas da empresa liderada por Vasco de Mello (na foto).

 

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Custos crescem abaixo das receitas

Os custos operacionais, excluindo amortizações, depreciações e provisões, atingiram os 67,1 milhões (+4,2% face ao mesmo período do ano passado), reflectindo o aumento da actividade que se tem vindo a verificar.

 

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"De referir que o crescimento dos custos operacionais se mantém significativamente abaixo do aumento registado nas receitas. A rubrica de fornecimentos e serviços externos, que traduz essencialmente os custos de subcontratação dos serviços de operação e manutenção da rede de autoestradas concessionadas e os custos de cobrança electrónica de portagens, registou um acréscimo de 4,3% face ao período homólogo, totalizando 65,6 milhões", refere a empresa, acrescentando que este montante inclui custos adicionais relacionados com o Sistema Nacional de Protecção de Incêndios Florestais e com grandes reparações realizadas fora do âmbito do IFRIC 12.

 

Os custos com pessoal totalizaram 800 mil euros no primeiro semestre de 2018. Quanto ao resultado operacional (EBITDA) no primeiro semestre, este ascendeu a 210,4 milhões, o que representa um aumento de 8,8% face ao mesmo período do ano anterior.

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O crescimento registado ao nível dos proveitos operacionais, superior ao aumento registado nas rúbricas de custos, permitiu um aumento da margem EBITDA. O EBIT foi de 125 milhões de euros, o que representa um aumento de 15,9% face ao período homólogo.

 

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No que diz respeito ao investimento (Capex) na rede concessionada, este totalizou 16,7 milhões, maioritariamente afecto a obras de alargamento e de reposição de pavimentos. Este montante inclui 9,8 milhões referentes a grandes reparações (de pavimentos, obras de arte e taludes), que são tratados contabilisticamente como provisão.

 

O atraso registado nas obras de alargamento na A4 influenciou negativamente o valor dos alargamentos em curso na rede (Carvalhos/Sto. Ovídio, na A1), o qual totalizou dois milhões de euros, salienta a empresa.

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Para o segundo semestre de 2018, o investimento na infraestrutura da BCR deverá ser superior ao registado nos primeiros 6 meses do ano, mantendo-se a incidência em grandes reparações e alargamentos, refere.

 

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Já relativamente aos resultados financeiros da BCR, este registaram um valor negativo de 35,5 milhões entre Janeiro e Junho, o que representa uma melhoria de 4,3 milhões em relação ao período homólogo.

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