CAP e APED pedem que Governo tome medidas para equilibrar condições de concorrência face a Espanha

Devido à guerra no Médio Oriente e à crise energética, as duas associações expressam “especial preocupação com o risco crescente de perda de competitividade da economia portuguesa face a Espanha”. Acrescentam que “a inação ou atraso na resposta a este desafio comprometerá ainda mais a posição competitiva de Portugal".
APED e CAP emitem comunicado conjunto.
Pedro Catarino
João Duarte Fernandes 26 de Março de 2026 às 12:03

Devido à crise energética impulsionada pelo conflito no Médio Oriente, a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) lançaram nesta quinta-feira, 26 de março, um apelo conjunto ao Governo para que tome medidas que promovam condições de concorrência mais equilibradas, expressando, em comunicado, “especial preocupação com o risco crescente de perda de competitividade da economia portuguesa face a Espanha”.

Apesar de representarem setores com perspetivas e interesses próprios, ainda que complementares na cadeia de abastecimento, ambas as organizações “convergem no diagnóstico: o atual enquadramento económico, fiscal e regulatório, e a demora a reagir com determinação à escalada dos preços da energia e dos combustíveis, tem vindo a penalizar a capacidade competitiva das empresas nacionais face a Espanha, aprofundando assimetrias, e debilitando o tecido produtivo”, fator que, “em breve, acabará por fragilizar o poder de compra dos consumidores”, refere a mesma nota.

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Neste contexto, a CAP e a APED “consideram urgente que o Governo avance com um pacote coerente e eficaz de medidas que promova condições de concorrência mais equilibradas, reduza custos de contexto e apoie de forma concreta e visível a produção nacional, salvaguardando o acesso a bens essenciais e a confiança dos consumidores”.

Acrescentam que “a inação ou atraso na resposta a este desafio comprometerá ainda mais a posição competitiva de Portugal, com consequências negativas para empresas, produtores e consumidores”. As duas associações reiteram ainda a sua disponibilidade para “colaborar construtivamente na definição de soluções que reforcem a competitividade do país”, conclui o comunicado.

No passado dia 13 de março, a , protegendo a confiança dos consumidores na economia, avançou, em entrevista à Lusa, o diretor-geral da entidade, Gonçalo Lobo Xavier.

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