China prevê normalidade nas rotas aéreas no 1.º de Maio apesar do preço do petróleo
A Associação de Transporte Aéreo da China afirmou esta segunda-feira que as rotas internacionais do país vão operar com normalidade durante o feriado de 1.º de Maio, apesar do aumento dos custos do combustível devido à guerra no Médio Oriente.
Segundo dados da entidade, citados pela China Central Television, a programação semanal de voos internacionais de passageiros mantém-se, em termos gerais, em níveis semelhantes aos do ano passado, estando previsto um aumento de 5,5% durante o período festivo, entre 1 e 5 de maio.
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No Sudeste Asiático, um dos destinos mais procurados pelos viajantes chineses nesta altura, as companhias aéreas vão disponibilizar 487.000 lugares, mais 48.000 do que no mesmo período do ano passado, dos quais 248.000 já foram vendidos, uma oferta que "satisfaz plenamente a procura", segundo a associação.
As principais rotas para cidades como Banguecoque, Singapura, Kuala Lumpur ou Phnom Penh mantêm a operação habitual, enquanto os ajustes se concentram em destinos turísticos menos procurados ou ligações secundárias de menor densidade.
No caso da Oceânia, as frequências a partir de Pequim, Xangai e Cantão para Sydney, Melbourne ou Brisbane também não registam alterações relevantes.
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Várias companhias aéreas chinesas indicaram ainda que o número de voos programados para o feriado aumentou face ao ano passado.
A China Southern Airlines, por exemplo, prevê operar mais de 2.100 voos para o Sudeste Asiático, um aumento homólogo de 11%, bem como 257 voos para a Austrália e Nova Zelândia, mais 42%.
As transportadoras prometeram igualmente ativar mecanismos de emergência em caso de cancelamentos em larga escala, incluindo a recolocação prioritária de passageiros noutros voos e alterações ou reembolsos gratuitos.
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A guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão já provocou um aumento direto dos custos energéticos e logísticos na China, obrigando a intervenções temporárias para limitar a subida dos preços dos combustíveis e alimentando preocupações sobre o impacto no Estreito de Ormuz, sujeito a bloqueios intermitentes por parte do Irão e dos Estados Unidos e por onde transita cerca de 45% das importações chinesas de petróleo e gás.
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