Empresa de scanners do grupo Ricoh investe 3,3 milhões em Lisboa
Lisboa será o novo centro da PFU, empresa de "scanners" e de digitalização de documentos do grupo Ricoh, para a Europa. Para isso, a capital portuguesa vai contar com um investimento de 3,3 milhões de euros por parte desta empresa até 2031. O objetivo do grupo japonês é estabelecer um centro europeu dentro de Lisboa que se foque na inovação, com recurso a inteligência artificial, com o reforço de parcerias.
O gestor de vendas da PFU na Península Ibérica, Jesús Cabañas, conta que o plano de crescimento se divide em quatro áreas: expansão do portefólio com novas soluções de "software", reforço do canal de distribuições, desenvolvimento de soluções com IA na digitalização documental e entrada e crescimento em setores estratégicos, desde a saúde até à administração pública, passando pela educação.
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O responsável pelo mercado ibérico recorda que a PFU começou como fabricante e distribuidora da Fujitsu há mais de 50 anos, mas que teve de se adaptar e transformar com a venda de "hardware" até ser comprada pelo grupo Ricoh há três anos.
Agora, Jesús Cabañas assume que a grande transformação da empresa reside na conversão de informação não estruturada em dados, nomeadamente para alimentação de sistemas de IA e de automação, num momento em que estes se tornam valioso e os principais ativos. De facto, o responsável é claro no seu discurso ao dizer que os dados extraídos têm de ser "bons" e percetíveis, porque se não forem, "não há IA ou sistema que consiga funcionar com eles".
O responsável pelas vendas ibéricas destaca ainda que o papel tem vindo a ganhar destaque nos últimos tempos, contrariando a ideia generalizada. "O papel é, para muitos processos, o melhor que há", revela, uma vez que este apresenta "validade legal e é uma componente segura", sendo que o seu único problema é o custo no seu uso, porque o arquivo em papel pesa e ocupa espaço físico.
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Questionado se têm vindo a sofrer com ciberataques, Jesús Cabañas nega. "Tem-nos beneficiado", no sentido em que o papel é que tem os verdadeiros dados. Ainda assim, o foco da PFU está em auxiliar as empresas a proceder à digitalização dos documentos e a transformar a sua informação em "dados fiáveis, estruturados e acionáveis, capazes de gerar inteligência e acelerar decisões". E o responsável vai mais além na sua ideia de que o papel ainda é rei: em vários sistemas de educação está a assistir-se a um retrocesso tecnológico, em que as escolas estão a optar por voltar ao método de ensino através do papel.
Atualmente, este centro já soma uma equipa de 14 profissionais, mas o objetivo é expandir a estrutura em Lisboa. Ainda que não se foque em grandes números, a PFU planeia duplicar a dimensão do "hub" em Lisboa ao longo dos próximos cinco anos, estando a reforçar a estratégica de canal no mercado português e a integrar novos distribuidores na rede, nomeadamente a nível local. "Queremos ter a capacidade de fazer chegar as nossas soluções a todo o país. Para isso, temos de trabalhar com parceiros locais", diz o gestor de vendas.
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