Empresas públicas agravam prejuízos para 215,2 milhões no trimestre

Sector Empresarial do Estado apresentou evolução negativa no primeiro trimestre, com menos receitas e EBITDA e mais prejuízos. A dívida também subiu, totalizando agora 32,3 mil milhões de euros.

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Nuno Carregueiro 04 de Outubro de 2013 às 10:53

As empresas públicas agravaram os prejuízos no primeiro trimestre deste ano, período em que apuraram um resultado líquido negativo de 215,2 milhões de euros, um aumento de 14% face ao mesmo período do ano passado.

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De acordo com o relatório do Sector Empresarial do Estado (SEE), divulgado pela Direcção Geral do Tesouro e Finanças (DGTF), os prejuízos das empresas públicas sobem para 370,6 milhões de euros se for incluído o sector da saúde. Neste caso o aumento face ao período homólogo é de 2%, pois os prejuízos no sector da saúde diminuíram 10%.

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A DGTF destaca que a Parpública contribuiu de forma negativa, ao passar de uma situação de resultado líquido quase nulo, no final do primeiro trimestre de 2012, para prejuízos de 60,4 milhões de euros nos primeiros três meses do ano. A justificar parte desta diferença estará a venda da participação da EDP aos chineses da China Three Gorges, o que se concretizou no primeiro trimestre de 2012. O sector das infra-estruturas passou de lucros a prejuízos, em consequência dos resultados da Estradas de Portugal. Nos transportes denotou-se uma melhoria, embora os prejuízos sejam ainda de 123 milhões de euros.

 

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Nos restantes indicadores operacionais a evolução das empresas públicas também é negativa. As receitas operacionais baixaram 12,5% para 1,27 mil milhões de euros e o EBITDA, excluindo o sector da saúde, baixou 24,5% para 221 milhões de euros, apesar dos gastos terem descido 8,7%.

 

Este corte de custos estará sobretudo relacionado com a descida do número de trabalhadores. A redução de pessoal observada no SEE, cerca de 1.179 trabalhadores face ao primeiro trimestre de 2012, teve a sua principal origem nos CTT (546 trabalhadores), na Carris (188 trabalhadores) e na CP (151 trabalhadores), “sendo que nos CTT resultou principalmente de aposentações”, refere o relatório.

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No que diz respeito ao endividamento, as empresas públicas agravaram o valor da dívida para 32,3 mil milhões de euros, mais 1,3% do que no período homólogo. As empresas de transportes e infra-estruturas são as mais endividadas, com valores acima de 12 mil milhões de euros cada.

 

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Também em termos patrimoniais a evolução foi negativa, já que os capitais próprios agravaram-se para um valor negativo de 862,5 milhões de euros, “decorrente de um crescimento do passivo (+4,4%) superior ao do activo (+3,9%)”.

 

A DGTF destaca a “situação desequilibrada do sector dos transportes, com o passivo a representar quase o dobro do activo”, estando os capitais próprios num valor negativo de 7,17 mil milhões de euros.

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