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Grupo francês TotalEnergies pára refinaria saudita devido a ataques

Acompanhe os desenvolvimentos do dia no conflito no Médio Oriente.
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Foto: Vahid Salemi/ AP Mulher em manifestação pró-Irão em teerão. Foto: Julia Demaree Nikhinson/AP Julia Demaree Nikhinson Foto: Rolex Dela Pena/ Lusa_EPA Manifestantes queimam posters de Donald Trump e Benjamin Netanyahu em Manila e Foto: Julia Demaree Nikhinson Julia Demaree Nikhinson
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Grupo francês TotalEnergies pára refinaria saudita devido a ataques

O grupo empresarial petrolífero francês TotalEnergies anunciou esta sexta-feira a paralisação da sua refinaria em Satorp, na Arábia Saudita, devido a danos provocados nas instalações por ataques militares.

"Como medida de segurança", as unidades da plataforma, de propriedade conjunta da empresa saudita Aramco (62,5%) e da TotalEnergies (37,5%), "foram paralisadas" após "incidentes ocorridos durante a noite de 7 para 08 de abril, que danificaram uma das duas linhas de processamento da refinaria", lê-se.

Os responsáveis pelo conglomerado energético francês esclareceram que "não houve vítimas" resultantes das ofensivas sofridas no complexo industrial, junto à margem do golfo Pérsico.

Quinta-feira, o ministério da Energia saudita tinha relatado "múltiplos ataques" contra "importantes instalações de energia no Reino", incluindo a referida refinaria do grupo francês.

O cessar-fogo provisório de duas semanas para negociações, sobretudo em relação ao bloqueio da navegação no estreito de Ormuz, foi anunciado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, na quarta-feira, estando previstas negociações para o Paquistão, previsivelmente a partir de sábado.

O entendimento, mediado por Islamabade, visa conversações para tentar repor a normalidade na zona do golfo Pérsico, após 40 dias de ofensiva militar conjunta israelo-americana contra Teerão e consequentes retaliações por parte da República Islâmica contra alvos nos países vizinhos.

07h41

Coreia do Sul envia representante especial a Irão por incertezas em Ormuz

A Coreia do Sul vai enviar um representante especial ao Irão, face à incerteza sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, em condições semelhantes às anteriores da guerra, apesar do acordo de cessar-fogo entre Washington e Teerão.

O ministro dos Negócios Estrangeiros sul-coreano, Cho Hyun, acordou na quinta-feira à noite, num telefonema com o homólogo iraniano, Abbas Aragchi, o envio de um funcionário especial a Teerão "para tratar da situação no Médio Oriente e dos assuntos bilaterais" entre os países, de acordo com um comunicado ministerial.

De acordo com Seul, Aragchi "acolheu favoravelmente a iniciativa" das autoridades sul-coreanas e defendeu a necessidade de manter uma comunicação fluida, além de explicar a posição iraniana relativamente à "situação atual" na região, incluindo Ormuz.

Durante a conversa, Cho saudou o acordo de cessar-fogo, que "abriu caminho para o reinício da navegação no Estreito de Ormuz", e manifestou esperança de que as negociações entre as partes sejam concluídas com sucesso.

Neste sentido, o ministro sul-coreano salientou a necessidade de retomar "de forma rápida e segura" a livre navegação por Ormuz de todos os navios, incluindo os sul-coreanos, e instou Aragchi a "continuar a zelar pela segurança dos cidadãos coreanos no Irão".

O chefe da diplomacia iraniana esclareceu que a navegação pelo estreito de Ormuz "será possível, em coordenação com as Forças Armadas do Irão e tendo em conta as limitações técnicas existentes", desde que "a outra parte cumpra os compromissos durante o período de cessar-fogo".

No entanto, Aragchi salientou que a "base para o fim total da guerra em todas as frentes" passa pelo facto de "todas as partes respeitarem" o pacto de trégua, "tal como" referiu o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador do conflito.

A Coreia do Sul importa cerca de 70% do petróleo bruto desta região em guerra, e mais de 95% do volume passa por Ormuz.

O país asiático elevou recentemente para o nível 3, o segundo mais alto, o alerta de crise de segurança energética.

07h37

Crescimento das economias na Ásia-Pacífico desacelera para 5,1%

O Banco Asiático de Desenvolvimento prevê que as economias em desenvolvimento da Ásia e do Pacífico cresçam 5,1% em 2026, desacelerando face a 2025, devido à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

O conflito no Médio Oriente "agravou as tensões geopolíticas globais" e as "perturbações" no setor energético, "aumentando a inflação e travando ainda mais o crescimento em toda a região", indicou o BAD no seu principal relatório anual de perspetivas, Asian Development Outlook (ADO).

A instituição multilateral, com sede em Manila, antecipa que a guerra no Médio Oriente "afete negativamente as perspetivas dos países em desenvolvimento da Ásia e do Pacífico", cujo crescimento deverá moderar-se para 5,1%, tanto em 2026 como em 2027, num cenário otimista de "estabilização precoce".

Neste contexto, o BAD prevê um crescimento do PIB de 4,6% na China em 2026; de 6,9% na Índia; e de 4,7% no conjunto dos países do Sudeste Asiático.

No entanto, num cenário hipotético em que as perturbações no Médio Oriente se prolonguem até ao terceiro trimestre de 2026, o crescimento regional poderá cair para 4,7%, em 2026, e 4,8%, em 2027.

A instituição referiu que o aumento dos preços da energia -- provocado pela crise de abastecimento resultante do bloqueio, por parte do Irão, do estratégico Estreito de Ormuz, do qual os países asiáticos dependem fortemente -- "elevará os custos de produção e os preços ao consumidor".

Ainda assim, o crescimento das exportações normalizar-se-á após ter sido afetado pela política tarifária da administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, enquanto a "forte procura interna", sobretudo nas economias em desenvolvimento do Sul e Sudeste Asiático, "continuará a impulsionar o crescimento".

No relatório, o BAD fixou o crescimento relativo a 2025 do conjunto das economias em desenvolvimento da Ásia e do Pacífico em 5,4%, mais três décimas do que o previsto no início de dezembro passado. Perante um contexto complexo e incerto, a região mantém uma posição de robustez, assinalou.

A divulgação deste relatório de referência ocorre numa altura em que o Paquistão ultima os preparativos para receber delegações de alto nível dos Estados Unidos e do Irão, com vista à negociação de um acordo de paz no conflito iniciado a 28 de fevereiro.

As conversações terão lugar no quadro de um cessar-fogo de duas semanas acordado entre as partes, sob a ameaça de Teerão de não participar caso Israel não cesse os seus ataques contra o Líbano.

07h23

Japão vai colocar no mercado 20 dias de reservas estratégicas de petróleo

As autoridades japonesas vão colocar no mercado o equivalente a vinte dias de abastecimento das reservas estratégicas de petróleo bruto para fazer face às interrupções no abastecimento decorrentes da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

A libertação, confirmada esta sexta-feira pela primeira-ministra, Sanae Takaichi, com início no início de maio, visa garantir que o arquipélago mantenha um abastecimento estável, segundo explicou a chefe do Governo numa reunião do Conselho de Ministros, avançou a estação japonesa de televisão NHK.

A agência pública sul-coreana Kyodo tinha já revelado na quinta-feira que as autoridades estavam a planear uma libertação adicional de barris de petróleo bruto, atendendo à manutenção das incertezas relativamente à navegação pelo Estreito de Ormuz, apesar do cessar-fogo de duas semanas anunciado por Washington e Teerão.

Na terça-feira, antes de se saber da notícia do cessar-fogo, a primeira-ministra japonesa disse aos meios de comunicação que o seu país tem o abastecimento de petróleo garantido até ao próximo ano, "mantendo a libertação de reservas ao mínimo", em virtude de ter ampliado o abastecimento a partir de fontes alternativas, como os Estados Unidos.

O Japão importa cerca de 90% do petróleo bruto que consome do Médio Oriente, e o encerramento do Estreito de Ormuz na sequência da guerra obrigou o país a libertar milhões de barris das suas reservas estratégicas e a subsidiar as petrolíferas para reduzir os preços dos combustíveis, entre outras medidas.

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