Faturas energéticas da UE vão aumentar quase 1.900 euros anuais, dizem sindicatos

A escalada do petróleo vai fazer com que as faturas anuais passem, em média, de 3.792 euros para 5.688 euros, segundo as estimativas da Confederação Europeia de Sindicatos (CES).
Conta da eletricidade vai aumentar devido à guerra
Miguel Baltazar
Lusa 15:54

As faturas de energia das famílias da União Europeia (UE) vão aumentar quase 1.900 euros por ano devido à guerra no Médio Oriente, segundo as estimativas da Confederação Europeia de Sindicatos (CES).

A escalada do petróleo vai fazer com que as faturas anuais passem, em média, de 3.792 euros para 5.688 euros, ou seja, anualmente, as famílias vão gastar mais 1.900 euros.

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Espera-se assim que os custos energéticos representem 12% do total das despesas das famílias.

Os Estados-membros onde se esperam maiores aumentos são o Luxemburgo (2.776 euros), Irlanda (2.646 euros), França (2.510 euros) e Eslovénia (2.470 euros).

No sentido inverso, aparecem os Países Baixos (1.057 euros), Lituânia (1.141 euros), Malta (1.178 euros), Hungria (1.185 euros) e Espanha (1.384 euros).

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A CES defendeu que a UE precisa de reformas energéticas profundas para reduzir a sua independência face aos combustíveis fósseis.

Entre as medidas propostas, está o investimento numa produção energética europeia barata e fiável.

Só em março, o petróleo Brent, uma referência no mercado europeu, aumentou 63%, um recorde, pelo menos, desde 1988.

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O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou, esta terça-feira, que aceitou suspender por duas semanas os bombardeamentos e ataques ao Irão, num "cessar-fogo bilateral", e após ter recebido de Teerão uma proposta de paz "viável".

"Aceito suspender os bombardeamentos e ataques ao Irão por um período de duas semanas. Este será um Cessar-Fogo bilateral! A razão para tal é que já cumprimos e superámos todos os objetivos militares e estamos muito avançados num Acordo definitivo sobre a Paz a longo prazo com o Irão e a Paz no Médio Oriente", afirmou Trump na rede social Truth, a pouco mais de uma hora do fim do prazo dado a Teerão para reabrir o Estreito de Ormuz ou enfrentar um ataque devastador às suas infraestruturas.

Segundo o Presidente norte-americano, o compromisso resulta das conversações promovidas pelo primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif, que lhe solicitou que "suspendesse o envio de forças destrutivas para o Irão esta noite, e desde que a República Islâmica do Irão concordasse com a Abertura Completa, Imediata e Segura do Estreito de Ormuz".

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O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão já confirmou o cessar-fogo e informou que as negociações para um acordo de paz terão lugar no Paquistão a partir de 10 de abril.

Por sua vez, Israel afirmou hoje apoiar a decisão do Presidente norte-americano, desde que o Irão reabra imediatamente o estreito e ponha fim a todos os ataques.

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