Linhas de crédito às empresas para recuperação do impacto do mau tempo com pedidos de 1.350 milhões
As duas linhas de apoio às empresas criadas na sequência das tempestades que assolaram o país no arranque do ano já obtiveram mais de seis mil candidaturas, estando já contratados ou em via de contratação 1.350 milhões de euros. O anúncio foi feito esta terça-feira pelo ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, numa conferência do Banco Português de Fomento (BPF), realizada em Lisboa.
Ao todo, as duas linhas de apoio - uma à reconstrução e outra de tesouraria - compreendem 3 milhões de euros. O ministro da Economia não descriminou os dados pelas duas linhas, mas, no final de fevereiro, o BPF decidiu reforçar a da reconstrução para dois mil milhões de euros de crédito direto. A estes somam-se outros mil milhões da linha para a tesouraria (pensada para necessidades urgentes) que já tinha sido ela própria duplicada.
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"Foi um início de ano tumultuoso", admitiu Castro Almeida, olhando ainda para o conflito que estalou no Médio Oriente. Se a guerra no Golfo persistir, o ministro não tem dúvidas: "O Governo terá evidentemente que ir ajustando as suas medidas e as suas políticas ao resultado concreto".
"Esperemos que este período não demore demasiado tempo, não se torne uma dificuldade estrutural da nossa economia e que possa ser superado pelas medidas que o Governo já tomou", acrescentou ainda, destacando que algumas empresas estão a sentir um impacto maior da guerra, onde o claro destaque é as dos setores de transportes.
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Neste contexto de incerteza, Castro Almeida aproveitou o momento para destacar o papel do BPF na atribuição de apoios e linhas de crédito às empresas. E é este o exemplo que o ministro da Economia quer ver a ser seguido: "O Estado tem que fazer um combate sério, uma luta feroz, uma guerra à burocracia, para não complicar a vida às empresas. Mas depois também há outra forma de ajudar as empresas, que é ajudá-las pela positiva, ajudá-las ativamente".
Olhando para a burocracia, Castro Almeida aponta o dedo à falta de cumprimento de prazos por parte da administração pública, até porque "a economia precisa de previsibilidade, de estabilidade, de regras, de confiança". "A administração pública tem que respeitar as regras que ela própria se impõe. E se a administração pública é tão exigente com os particulares, com os beneficiários da ação pública, ela própria tem que respeitar os prazos que se impõe", acrescenta o ministro com a pasta da Economia.
(Notícia atualizada às 19h30)
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