NCO Dealer adquire posição de 28% no CBI (actualização)

Os accionistas da corretora NCO Dealer irão adquirir 28% do Central Banco de Investimento, ao subscreverem ao aumento de capital daquele banco de investimento, na sequência da aquisição da NCO pelo...
Nuno Carregueiro 18 de Julho de 2000 às 13:42

Os accionistas da corretora NCO Dealer irão adquirir 28% do Central Banco de Investimento, ao subscreverem ao aumento de capital daquele banco de investimento, na sequência da aquisição da NCO pelo CBI.

O Central Banco de Investimento (CBI) anunciou ontem a aquisição da totalidade do capital da NCO Dealer e de 70% da NCO Gestão de Patrimónios.

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O CBI irá realizar um aumento de capital de 40 milhões de euros (8 milhões de contos) para 62,35 milhões de euros (12,5 milhões de contos). Do montante do aumento, 17,5 milhões de euros (3,5 milhões de contos) serão subscritos pelos actuais accionistas da NCO Dealer, que passarão a controlar cerca de 28% daquela instituição financeira.

Os restantes cinco milhões de euros (1 milhão de contos) serão realizados por incorporação de reservas, sendo distribuídas acções aos accionistas na proporção de um título por cada oito detidos.

Com esta operação a NCO passa a ser o segundo accionista de referência do CBI, mantendo-se o Crédito Agrícola com o maior accionista. O Crédito Agrícola passará a deter 36% do capital do CBI, com a Caixa Central a deter 24% e cerca de 80 Caixas Agrícolas a participarem em cerca de 12%.

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Na aquisição da NCO, o CBI pagou o equivalente a 6,1 vezes os resultados estimados para este ano daquela casa de investimentos, que segundo Nuno Contreras deverá oscilar entre 7,5 milhões de euros e 10 milhões de euros (1,5 e 2 milhões de contos).

As 3,5 milhões de acções do CBI, que serão detidas pela NCO, face à cotação de fecho de ontem, estão avaliadas em 66,2 milhões de euros (13,27 milhões de contos), que no entanto, não tem ainda em conta o ajustamento que as acções vão sofrer em virtude do aumento de capital por incorporação de reservas.

Fusão de corretoras

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O Central Banco de Investimento anunciou igualmente a fusão da NCO Dealer com a Central de Investimentos que ficarão sob uma única corretora que passará a designar-se por Central.

Segundo referiu em conferência de imprensa Tavares Moreira, presidente do CBI, «a aquisição da NCO permite-nos disputar os lugares cimeiros no ranking das corretoras, tornando-nos uma entidade de referência no mercado nacional».

Segundo os valores de 1999, a Central, que vai resultar da fusão entre a Central Investimentos e a NCO Dealer, teria uma quota de mercado de 14,5%, o que lhe confere o terceiro lugar no ranking nacional das corretoras no mercado accionista.

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Segundo José Lemos, presidente da Comissão Executiva do CBI, «a Central quer ser a corretora líder no mercado accionista nacional, à semelhança do que já somos no mercado de futuros». Segundo este responsável, «no final do primeiro semestre deste ano, apesar de não serem valores oficiais, já devemos ser a segunda corretora nacional, com uma quota de mercado no segmento accionista de 14,8% e um volume de comissões de 10 milhões de euros (2 milhões de contos)».

A fusão das duas corretoras deverá estar finalizada no final deste ano, depois de concluído o aumento de capital do CBI reservado a accionistas da NCO. O início da integração das actividades deverá ocorrer já no próximo mês de Agosto.

CBI lucra 10,6 milhões de euros no primeiro semestre

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O CBI, no primeiro semestre deste ano, alcançou resultados líquidos de 10,6 milhões de euros (2,12 milhões de contos), a que corresponde uma rentabilidade dos capitais próprios (ROE) de 37,9%, o que segundo José Lemos, é um «valor anormal».

Com a aquisição da NCO, o CBI espera manter o ROE acima dos 20% e um impacto positivo de 8,4% nos resultados por acção em 2001.

Para Tavares Moreira «a actividade das duas corretoras tem uma forte complementaridade com uma sobreposição inferior a 5%». A NCO actua sobretudo com institucionais não residentes, enquanto os clientes do CBI são sobretudo residentes particulares.

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O CBI vai lançar um corretora «on line», denominada NetInvest, que «segundo José Lemos, «será das mais avançadas tecnologicamente».

As acções do Central Banco de Investimento caíam 0,95% para os 18,72 euros (3.753 escudos) depois de terem subido 5,94% na sessão de ontem, antes do anúncio da aquisição.

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