Operadores de referência visitam Zon para conhecer serviço "pioneiro"

A operadora, que é dona da TV Cabo, detém a propriedade intelectual de componentes do serviço Timewarp, que permite ver os programas que deram nos últimos sete dias sem os ter gravado.
Alexandra Machado e Hugo Paula 16 de Novembro de 2012 às 19:06

O anúncio foi feito por Rodrigo Costa durante a apresentação da nova sede da Zon no Campo Grande à imprensa, onde o administrador executivo Luís Lopes aproveitou para demonstrar a Timewarp, disponibilizada aos clientes do serviço Iris.

A funcionalidade, que a Zon garante ser “pioneira”, está organizada como se de um “guia de TV se tratasse” mas em que a grelha de programação corresponde ao que foi transmitido nos últimos sete dias, explicou Luís Lopes, administrador executivo da Zon. Este serviço baseia-se na permanência desses programas nos servidores da empresa e não na “box” associada ao serviço de televisão, o que permite que o espaço de gravação na caixa descodificadora não seja ocupado.

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A gestão da Zon Multimédia acredita que o serviço não é facilmente replicável por outras operadores, já que exige muita preparação e são serviços "um pouco mais complicados de replicar", disse Rodrigo Costa, explicando que têm a ver com a “arquitectura de rede” e com dados. Aliás, o presidente da Zon garante que este serviço obriga a que "a rede seja de facto muito boa" e obriga à existência de "uma estrutura de servidores correcta".

Rodrigo Costa diz que este serviço é "pioneiro", havendo componentes dele que foram desenvolvidas internamente pela empresa que detém, inclusive, propriedade intelectual de algumas delas e até de outras funcionalidades do serviço Iris. Aliás, o presidente da Zon garante que, sendo a Zon uma empresa pequena, "tem um grande número de recursos humanos a trabalhar no desenvolvimento da tecnologia, dando o maior contributo para a propriedade intelectual de muitos destes projectos". E deixa a ideia de que está a ser equacionado internamente formas de "como utilizar de outra forma a propriedade intelectual aqui criada".

Desde que foi introduzido, há dois meses, o Timewarp conseguiu uma penetração de 85% nos clientes Iris e cerca de 40% utiliza a funcionalidade com uma frequência diária, referiu a Zon. Uma adesão que foi "a maior que já vimos em duas ou três semanas, em produtos disponibilizados pela Zon", disse Rodrigo Costa. Com 200 mil clientes Iris, este tipo de procura gera exigências técnicas que “vocês não imaginam”, afiançou aos jornalistas.

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A tecnológica reclama ter “serviço de ‘triple-play’ mais avançado no mercado”, continuando o seu desenvolvimento. Avança desde já a possibilidade de, a breve prazo, seja possível na Timewarp cancelar a limpeza de programas que hoje, ao fim de sete dias, é automática. Contudo, Luís Lopes declinou avançar um prazo para introduzir esta função no serviço, citando política da empresa.

A imprensa portuguesa visitou hoje a nova sede da Zon em Lisboa, onde estão concentrados cerca de 1.400 funcionários que se encontravam dispersos por cinco edifícios. Um objectivo que Rodrigo Costa disse perseguir há “muitos anos”, já que permite maior interacção entre as equipas, além de uma poupança anual de um milhão de euros referida em comunicado.

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