Pinto Luz: Acreditamos que oferta da TAP continuará garantida, apesar da guerra
O ministro das Infraestruturas assegura que o Governo tem estado em contacto com as petrolíferas sobre os limites de "stock" de combustível para aviação nos aeroportos nacionais, não antecipando, para já, cancelamentos de voos na TAP.
"É um problema internacional e à escala europeia, que estamos a acompanhar de perto e queremos garantir que nada falhe nos próximos meses a esse respeito", começou por explicar Miguel Pinto Luz em resposta aos jornalistas à margem da apresentação do balanço do passe ferroviário verde na estação de Santa Apolónia, em Lisboa.
PUB
Instado a comentar se poderá haver cancelamentos de voos na TAP, respondeu: "Como devem calcular, não vou antecipar", mas "acreditamos que não, acreditamos que a oferta continuará a ser garantida".
Pinto Luz assegurou ainda que o Governo "esteve sempre em contacto com as petrolíferas" para estar a par "daquilo que seriam os limites que têm em 'stock' nos aeroportos nacionais".
Sobre se esta situação poderá ter um impacto negativo no preço que a Lufthansa e a Air France-KLM podem vir a apresentar na privatização de até 49,9% da TAP, uma vez que também têm sido obrigadas a reduzir o número de voos devido à crise energética desencadeada pelo conflito no Médio Oriente, Miguel Pinto Luz preferiu não fazer comentários, para já.
PUB
"Já falta pouco para termos novidades sobre a TAP, e não vou falar da TAP hoje aqui, quando estamos a falar de um momento absolutamente histórico", disse, referindo-se ao passe ferroviário verde ter atingido mais de 1 milhão de títulos desde que foi criado, em outubro de 2024.
Após nova insistência dos jornalistas, acrescentou: "A ansiedade não leva a bom porto. Posso garantir aos portugueses, e a quem nos está a ouvir, que brevemente traremos novidades sobre a TAP".
O Governo está a aguardar o relatório da Parpública com a avaliação técnica sobre as propostas não vinculativas das duas interessadas, que deverá ser entregue no iníncio de maio.
PUB
Na semana passada, o diretor da Agência Internacional de Energia disse que a Europa tem "talvez mais seis semanas de combustível para aviões", alertando para possíveis cancelamentos de voos em breve se o abastecimento de petróleo continuar bloqueado.
No mesmo dia, a Associação das Companhias Aéreas em Portugal (RENA) disse que, para já, não há impacto na operação, mas admite a possibilidade de cancelamentos de voos e preços mais altos se a crise energética persistir.
Os alertas inserem-se num contexto de crise energética na UE, marcada por vulnerabilidades no abastecimento e por choques externos sucessivos, já que o bloco comunitário é dependente de importações de petróleo e derivados e está, por isso, sujeito às perturbações geopolíticas, nomeadamente no que toca ao fornecimento de querosene de aviação.
PUB
A guerra no Irão, causada pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel, pode afetar rotas estratégicas de transporte de petróleo, como o estreito de Ormuz, pressionando ainda mais os preços e a disponibilidade de combustíveis, com impacto direto no setor da aviação europeia.
Perante essa instabilidade, o setor da aviação e autoridades têm reforçado medidas de contingência, com algumas companhias aéreas a avançar mesmo para a redução de voos devido ao aumento dos custos de combustível.
Saber mais sobre...
Saber mais preços Bom preço PREC petróleo União Europeia Miguel Pinto Luz Agência Internacional de Energia Air France-KLM Lufthansa Parpública Lisboa Israel Estados Unidos PortugalMais lidas
O Negócios recomenda