"Só um benemérito ou um mártir, que não sou, aceitaria o convite"

Miguel Cadilhe disse hoje na comissão parlamentar de inquérito que não tem nenhum interesse relacionado com o facto de ser contra a nacionalização do Banco Português de Negócios, negando também a existência de um PPR. Revelou que substituiu a reforma vitalícia no BCP por rendimentos futuros equivalentes.
Maria João Gago 15 de Janeiro de 2009 às 18:38

O antigo ministro das Finanças, , na comissão parlamentar de inquérito ao BPN, disse esta tarde aos deputados que substituiu a reforma vitalícia no Banco Comercial Português por rendimentos futuros equivalentes.

Caso contrário, “só um benemérito ou um mártir, que não sou, aceitaria o convite” para liderar o BPN, adiantou Cadilhe.

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Cadilhe estava a responder às questões do PS, que questionou o gestor sobre a remuneração do antigo líder do banco, colocando em causa a sua oposição à nacionalização decidida pelo Governo.

O deputado Ricardo Rodrigues questionou Cadilhe se este tinha um plano poupança reforma de 12 ou 15 milhões de euros e se ganhava 70 mil euros por mês. “Um deputado teria que trabalhar 200 anos para ter uma reforma desse valor”, adiantou Ricardo Rodrigues.

Sobre o seu salário, disse que correspondia à média dos salários dos administradores de bancos cotados.

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O anterior presidente do BPN esclareceu ainda que a auditoria ao banco foi da sua única e exclusiva responsabilidade, alegando que “não sabia” que a situação era tão grave.

“Sabia que havia problemas sérios mas não da situação patrimonial e financeira. Nem da incidência e do carácter sistemático de práticas ilícitas e negócios ruinosos sem que isso tivesse, a seu tempo, sido travado por quem tinha dever de o fazer”, acrescentou.

O antigo líder do BPN adiantou que as imparidades no banco eram de 750 milhões incluindo o Banco Insular. Adiantou que “não conseguimos assumir, sem riscos jurídicos, a titularidade do Insular. Formalmente, o Insular é detido por pessoas singulares.

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“O Insular correu mal, se tivesse corrido bem tenho duvidas que os seus accionistas viessem a atribuir a titularidade do banco ao BPN”, adiantou.

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