Teixeira Duarte reclama assinatura de contrato em Porto de Galinhas
A Teixeira Duarte exigiu ao governo do Estado de Pernambuco a assinatura do contrato de venda do terreno da Casa do Governador, na praia de Porto de Galinhas, município de Ipojuca, avança hoje o Portugal Digital.
A Teixeira Duarte Hotels arrematou a área de 70 hectares em Junho, por meio de licitação, com o projecto de construir um complexo turístico-hoteleiro de 250 milhões de reais, com previsão de gerar 3 mil empregos directos.
PUB
Depois da homologação do resultado ter ocorrido em Outubro, com mais de quatro meses de atraso, a assinatura do contrato, que tinha previsão de ocorrer em até 60 dias, ainda não ocorreu. Segundo o "Jornal do Commercio", os grandes hoteleiros de Muro Alto e de Porto de Galinhas pressionam o governo para que a venda seja desfeita.
De acordo com o mesmo jornal, o porta-voz do grupo português, José Cobra Ferreira, atribuiu ao Estado a demora na assinatura do contrato.
"A Teixeira Duarte reafirma o propósito de prosseguir no processo licitatório, realçando que cabe ao governo a definição do cronograma das próximas acções. Entendemos que houve eleições (e a mudança de governo), mas este projecto é um passo importante para a posição da empresa no Brasil e, entendemos, também para Pernambuco", disse o porta-voz da Teixeira Duarte.
PUB
O projecto português envolve a construção de dois hotéis (um deles de cinco estrelas): um com 600 apartamentos e outro com 400 apartamentos. Além disso, serão implantados também um centro de convenções, um centro comercial e um estacionamento.
O secretário de Turismo, José Chaves, que falou ao "Jornal do Commercio" da pressão dos hoteleiros, explica que o governo estuda se haverá uma mudança na destinação da área, mas ressalta que qualquer decisão do Estado não será tomada com base na pressão exercida pelos empresários.
Mais lidas
O Negócios recomenda