Telecel Vodafone deixa cair marca portuguesa
Dez anos depois da constituição da segunda maior operadora móvel nacional, a Telecel Vodafone irá perder, a partir de hoje, a denominação Telecel para passar a apenas Vodafone, o nome da principal accionista da empresa liderada por António Carrapatoso.
A estratégia de mudança de nome teve início em Janeiro deste ano, altura em que a Telecel passou a ser conhecida como Telecel Vodafone, para melhor «evidenciar a sua relação com o maior grupo de telecomunicações móveis do mundo», de acordo com a empresa.
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Hoje, termina o processo de transição da marca, com a passagem para apenas Vodafone, numa operação que envolveu custos publicitários de cerca de 20 milhões de euros (4 milhões de contos) em quase dois anos.
A mudança de nome insere-se numa estratégia global do grupo britânico e irá envolver outros operadores espalhados por diversos países, entre os quais se contam a D2 Vodafone, na Alemanha, a Libertel Vodafone, na Holanda; a Omnitel Vodafone, na Itália; a Europolitan Vodafone, na Suécia; a Panafon Vodafone, na Grécia; e a ClickGSM Vodafone, no Egipto.
Fontes do sector publicitário lamentam a mudança de nome porque «a Telecel era uma das marcas com maior notoriedade no mercado português».
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A empresa contra-argumenta defendendo que, com a modificações, os clientes da operadora «vão ter acesso mais rapidamente a inovações tecnológicas e a serviços internacionais mais consistentes, beneficiando das vantagens de uma grande marca global», segundo a empresa.
O Grupo Vodafone é uma das 10 maiores empresas em todo mundo, contando com uma capitalização bolsista de 175,27 mil milhões de euros (35,14 mil milhões de contos), o que corresponde a cerca de uma vez e meia o Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
No ano fiscal terminado em Março deste ano, a empresa liderada por Ian McLaurin registou vendas de 15 mil milhões de libras (23,90 mil milhões de euros ou 4,8 mil milhões de contos), tendo, no entanto, registado prejuízos de 9,76 mil milhões de libras (15,55 mil milhões de euros), devido aos elevados investimentos realizados na aquisição de licenças de UMTS em vários países. No mesmo período do ano anterior, a empresa obteve lucros de 487 milhões de libras (775,98 milhões de euros ou 155,57 milhões de contos).
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A Vodafone nacional encerrou sexta-feira nos 7,50 euros (1.504 escudos), a subir 0,67%.
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