Três semanas depois da tempestade há quase 84 mil utilizadores sem comunicações

Medidas no âmbito da Estrutura de Missão incluem distribuição de Starlink em articulação com as Comunidades Intermunicipais (CIM).
Efeitos do mau tempo em Leiria
António Pedro Santos / Lusa - EPA
Diana do Mar 18 de Fevereiro de 2026 às 13:16

Três semanas depois da chegada da Kristin e das tempestades que se seguiram, há 83.900 utilizadores ainda sem acesso a comunicações.

O número foi facultado, esta quarta-feira, pela Estrutura de Missão "Reconstruir o Centro do país", dando conta de que a 30 de janeiro ascendiam a 307.900.

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A Estrutura de Missão, liderada por Paulo Fernandes, indicou que a falha de energia afeta 40% dos "cellsites" (antenas) deixando-os inoperacionais, adiantando que está a ser feita distribuição de Starlink em articulação com as Comunidades Intermunicipais (CIM).

A utilização do Starlink tem sido tábua de salvação para muitas empresas, designadamente na Marinha Grande, com forte componente industrial, para garantirem não só as comunicações internas, como as externas, designadamente com os clientes. E a " nesta crise, ainda que "devam ser garantidos sistemas redundantes de energia de modo a que estes equipamentos possam garantir a continuidade", uma vez que os aparelhos fixos da empresa de Elon Musk continuam a precisar de energia.

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A Estrutura de Missão indicou ainda que "a Anacom está a elaborar o regulamento do 'roaming' de emergência".

A autoridade liderada por Sandra Maximiano, num comunicado a 6 de fevereiro, anunciou ter avançado com "um conjunto de medidas a recomendar aos operadores e outras a propor ao Governo para acelerar a reposição dos serviços e atenuar os impactos junto dos utilizadores".

E uma delas prende-se com o chamado "roaming" de emergência: "Na medida do que for viável, recomenda-se que os operadores móveis celebrem acordos de 'roaming' de caráter temporário, permitindo que os utilizadores possam aceder às redes dos outros operadores durante o período em que a falha subsista, garantindo a continuidade de serviço e mitigando o impacto da catástrofe".

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