Aston Martin vai despedir 600 pessoas. Tarifas americanas pesam na fabricante
A britânica Aston Martin confirmou nesta quarta-feira que vai despedir 20% da força de trabalho numa tentativa de reduzir os custos de operação. A empresa emprega 3.000 pessoas, o que significa que cerca de 600 trabalhadores vão ser afetados pelos despedimentos.
A confirmação é feita no dia da apresentação de resultados da fabricante de automóveis de luxo com sede em Gaydon, Warwickshire, no Reino Unido. A Aston Martin perdeu 493,2 milhões de libras (o equivalente a 566 milhões de euros ao câmbio atual), um agravamento de 52% nos prejuízos.
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Com a redução da força de trabalho, a fabricante britânica espera poupar 40 milhões de libras por ano.
Um porta-voz da empresa, citado pela BBC, atribui as dificuldades da marca aos efeitos "extremamente disruptivos" das tarifas norte-americanas e a uma procura mais fraca na mercado chinês.
"Tivemos de tomar, no final de 2025, a difícil decisão de implementar novas mudanças. Este último programa implicará a saída de até 20%" dos colaboradores da empresa, anunciou o presidente executivo da empresa, Adrian Hallmark, em comunicado.
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"A procura dos consumidores foi afetada pelo aumento das incertezas geopolíticas e dos desafios macroeconómicos, sendo o fator mais notável a introdução de direitos aduaneiros mais elevados nos Estados Unidos e na China" acrescentou.
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