“Batemos um recorde” com 120 mil carros usados importados
Enquanto as vendas de veículos ligeiros de passageiros novos têm vindo a crescer paulatinamente, com 2025 a permitir, finalmente, superar os níveis pré-covid, a entrada de carros usados importados no mercado nacional continua a galopar. Só no ano passado foram registados 120 mil veículos vindos de outros países para as estradas nacionais.
“Batemos um recorde com 120 mil” veículos usados importados a chegarem a Portugal, notou Sérgio Ribeiro, presidente da ACAP, no Balanço Anual do Mercado, realizada na sua sede, em Lisboa.
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Estes 120.787 veículos (um aumento de 13,6% face aos 106.266 registados em 2024) representaram, notou, 53,7% do total de veículos novos no mercado, um rácio que preocupa o líder da associação que representa as várias empresas do setor automóvel.
Não só está a aumentar a importação de veículos usados de outros países, muitos deles de outros Estados-membros, como a idade média destes automóveis é, diz, a ACAP, elevada.
Presidente da ACAP
De acordo com os dados recolhidos pela associação, a idade média dos importados é de 7,9 anos. 36% do total dos veículos usados que entraram no mercado nacional têm entre 5 e 10 anos, sendo que 19% tem entre 10 e 15 anos. Há uma “fatia” de 2% que chega ao país com mais de duas décadas.
“As importações de viaturas com antiguidade elevada é um claro contraste com os objetivos de descarbonização do parque” automóvel, sublinhou Sérgio Ribeiro, isto num país em que a idade média do parque em 2024 era de 14,1 anos nos ligeiros de passageiros. E havia 1,6 milhões com mais de 20 anos.
Além de não ajudarem a travar a idade média do parque, estes veículos importados são, na sua maioria, a combustão. 33% são veículos a diesel, 31% a gasolina e os restantes 36% a combustíveis alternativos, sendo que destes 21% são automóveis 100% elétricos.
A chegada de elétricos usados de outros países é também alvo de críticas por parte dos responsáveis da ACAP. Pedro Lazarino, Vice-Presidentes da ACAP, que é o diretor-geral da Stellantis Portugal, fala na ausência de coordenação entre Estados, notando que muitos destes veículos “tiveram incentivo num Estado e quando mudam de país têm benefícios também neste novo” mercado.
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