Automóvel Autoeuropa: Comissão de trabalhadores aprovada em referendo

Autoeuropa: Comissão de trabalhadores aprovada em referendo

A maioria dos trabalhadores da fábrica da Volkswagen votou a favor da permanência da comissão de trabalhadores.
Autoeuropa: Comissão de trabalhadores aprovada em referendo
Autoeuropa
André Cabrita-Mendes 10 de maio de 2018 às 12:03
A comissão de trabalhadores (CT) da Autoeuropa vai manter-se em funções. A CT sobreviveu ao teste do referendo à sua permanência.

Na votação que teve lugar na quarta-feira na fábrica portuguesa da Volkswagen, 57% votaram a favor da CT, com 38% a defenderem a sua saída, conforme avançou ao Negócios Fernando Gonçalves, coordenador da CT, esta quinta-feira, 10 de Maio.

Este referendo foi marcado depois de um abaixo assinado ter recolhido as assinaturas necessárias. Na base da marcação da votação está o descontentamento de alguns trabalhadores com a prestação da CT, entre o que foram as promessas que a levaram a ser eleita e o resultado das negociações laborais.

Para a CT ser destituída, era obrigatório que dois terços dos trabalhadores votem, bastando depois uma maioria simples para determinar a saída dos actuais representantes laborais, com estas duas condições a não se verificarem no referendo na fábrica de Palmela.

"Está claro que isto está sempre nas mãos dos trabalhadores. Temos vindo a fazer o nosso trabalho. Os trabalhadores acharam que deviamos continuar a fazer o nosso trabalho", disse Fernando Gonçalves.

Recorde-se que os trabalhadores da Autoeuropa aprovaram em referendo a 1 de Março um acordo laboral que prevê um aumento salarial de 3,2% para este ano.

O acordo estava a ser negociado desde Dezembro pela administração e a comissão de trabalhadores. Este acordo não inclui a recompensa sobre o trabalho aos fins-de-semana. 

Os novos horários de trabalho ao sábado na Autoeuropa arrancaram em Fevereiro, e duram até Agosto, de forma a que a fábrica cumpra a meta de produzir 240 mil automóveis este ano. Após dois pré-acordos chumbados pelos trabalhadores, a administração da fábrica tomou a decisão unilateral de avançar para o trabalho ao fim-de-semana sem um acordo laboral, mas com as respectivas recompensas.



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