Banca admite aumento do risco e aperto do crédito com tensão comercial

Instituições financeiras portuguesas e do euro reportam, para já, que as consequências da tensão comercial são reduzidas, mas admitem que o novo contexto diminui a tolerância ao risco.
A banca portuguesa reporta, pelo menos para já, um impacto moderado da tensão comercial.
Mariline Alves
04 de Fevereiro de 2026 às 11:00

O novo contexto de tensão comercial global iniciado pela Casa Branca está a ter, para já, pouco impacto na atividade bancária. No entanto, as instituições financeiras reportam que o ambiente atual contribuiu para diminuir a tolerância ao risco e para um aperto na concessão de crédito. As conclusões são reportadas pelo Banco de Portugal (BdP) na edição de janeiro do Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito.

“Os bancos portugueses e da área do euro reportam um impacto globalmente moderado das tensões comerciais sobre a sua situação”, escreve o supervisor. Em Portugal, não foram assinalados impactos nos principais indicadores financeiros (posição de capital e de liquidez, rendibilidade e rácio de crédito malparado (“Non-Performing Loans”, ou NPL)) ao longo dos últimos 12 meses, completa o relatório. Na área do euro, os bancos reportam uma deterioração ligeira do rácio de NPL.

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A diminuição acentuada do rácio de crédito malparado verificado nos bancos portugueses na última década é um dos principais indicadores da evolução da saúde financeira das instituições. No terceiro trimestre de 2025 estava em 2,25%. Em 2015 chegou perto de 18%.

No entanto, os bancos admitem que o novo contexto internacional “contribuiu para a diminuição da tolerância ao risco e para um ligeiro aumento da restritividade dos critérios de concessão de crédito a empresas”.

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Na área do euro, a banca reporta ainda uma queda na procura de empréstimos por empresas.

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