Debate da lei laboral é "exemplo do país adiado", critica CEO do BPI
O CEO do BPI critica a demora no debate da lei laboral, que já caminha para um ano de percurso, incluindo um diálogo entre o Governo e os parceiros sociais do qual ainda não saiu um acordo.
"É um exemplo do país adiado", atirou João Pedro Oliveira e Costa na apresentação dos resultados do banco nos primeiro trimestre do ano. "Não sei se andamos a discutir vírgulas", disse o banqueiro.
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O CEO da instituição financeira entende que a demora "não é o tipo de situações de que o país precisa em vez de discutirmos o tema maior".
"Há uma verdade sobre este assunto: Portugal está num mundo global e temos de encarar isto", alertou João Pedro Oliveira e Costa, sob pena de riscos acrescidos numa economia global em mudança.
"Conseguimos na Europa alcançar um nível de bem estar significativo e temos de preservar esse bem estar garantindo direitos alcançados e princípios que não podem ser ultrapassados, mas temos de olhar para o mundo de outra maneira", afirmou. O CEO do BPI garantiu não querer "politizar" o tema, mas afirmou que um dos temas a resolver "é o mercado laboral jovem tão mais fraco que a média europeia e um dos aspetos é a rigidez".
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"Há medidas que temos de encarar de forma positiva", apelou o banqueiro.
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