Lucro do Montepio cai 31% para 23,6 milhões no primeiro trimestre
O Banco Montepio registou um lucro de 23,6 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 30,9% face aos 34,2 milhões apurados no mesmo período do ano passado, segundo o comunicado divulgado esta segunda-feira.
A descida dos resultados é explicada sobretudo por um efeito de base: no primeiro trimestre de 2025, o banco beneficiou de uma reversão extraordinária de imparidades de crédito no valor de 12,3 milhões de euros, que não se repetiu este ano. Sem esse impacto, a instituição refere que o desempenho teria sido positivo, com uma “evolução […] na ordem dos 11%” em termos homólogos.
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Apesar da quebra nos resultados, a atividade manteve uma trajetória de crescimento. O crédito a clientes aumentou 8,5% face ao período homólogo, para 13,4 mil milhões de euros, enquanto os depósitos subiram 6,8%, atingindo um novo máximo de 16,3 mil milhões.
A margem financeira caiu 1,6% para 84,3 milhões de euros, refletindo o efeito combinado de maior volume de negócio e da descida das taxas de juro, que reduziu os proveitos do crédito e o contributo das aplicações financeiras.
Ainda assim, o produto bancário cresceu 4,4%, para 109,1 milhões de euros, impulsionado pela atividade comercial. As comissões líquidas aumentaram 3,4%, para 34 milhões, enquanto os resultados de operações financeiras passaram para terreno positivo, em contraste com os valores negativos registados no ano anterior.
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Do lado dos custos, os operacionais subiram 2,3%, para 72,4 milhões de euros, pressionados sobretudo pelos encargos com pessoal e pelos gastos administrativos, num contexto de inflação e de investimento em transformação digital.
A qualidade do crédito continua a melhorar. O rácio de non-performing exposures (NPE) manteve-se em 1,6%, abaixo da média do sistema bancário português, enquanto o custo do risco permaneceu "nulo" no período.
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O banco destaca que as imparidades de crédito se mantêm em níveis historicamente baixos, com uma dotação líquida de 0,7 milhões de euros, em contraste com a reversão registada no ano anterior.
Ao nível da solvabilidade, o rácio CET1 fixou-se em 16%, e o rácio de capital total em 19%, ambos acima dos requisitos regulamentares. Já a liquidez mantém-se robusta, com um rácio LCR de 174,2%.
O banco sublinha que estes indicadores refletem "uma gestão ativa do balanço" e uma "trajetória consistente de desempenho", sustentada no crescimento do negócio e na redução do risco.
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